David Zorrakino - Europa Press
BRUXELAS 9 mar. (EUROPA PRESS) - A Comissão Europeia garantiu que não teme uma escassez de petróleo e gás como consequência da guerra no Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e a resposta do país persa bloqueando o estreito de Ormuz, embora tenha expressado sua preocupação com a influência que isso pode ter no aumento dos preços.
Em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, a porta-voz de Energia da Comissão Europeia, Anna-Kaisa Itkonen, destacou que, graças à estratégia de diversificação de fontes energéticas implementada por Bruxelas após a invasão russa da Ucrânia, o bloco comunitário enfrenta um impacto “limitado” diante de uma possível escassez no fornecimento de petróleo ou gás.
“Estamos muito menos preocupados com a segurança do abastecimento do que costumávamos estar. Este momento é um lembrete perfeito para nos concentrarmos em fortalecer nossa independência e resiliência energética, algo que temos feito há anos”, disse a porta-voz do Executivo comunitário.
Ela insistiu que “a Europa está bem preparada, apesar de sua alta exposição aos mercados globais” por ser importadora de energia, graças ao fato de ter “um abastecimento de gás bem diversificado” após passar “de um único fornecedor” (na época, a Rússia) para uma combinação de abastecimento por gasoduto e gás natural liquefeito (GNL) de fornecedores globais.
O mesmo se aplica ao petróleo, afirmou Itkonen, lembrando que, também neste caso, os fornecimentos são diversificados, ao que se soma o facto de todos os Estados-Membros “deverem ter reservas de emergência para 90 dias” e, portanto, não enfrentarem uma “escassez iminente” de abastecimento. ACOMPANHA COM PREOCUPAÇÃO O AUMENTO DOS PREÇOS
A porta-voz da Comissão para a Energia, no entanto, ecoou os relatórios sobre o aumento dos preços da energia devido à guerra no Oriente Médio, indicando que a UE os acompanha “com preocupação”, mas que tem “ferramentas prontas” para reagir, se necessário.
“Acompanhamos os aumentos (de preços) com certa preocupação”, afirmou Itkonen, depois de detalhar que nesta terça-feira a Comissão apresentará um pacote de medidas focado em acelerar os investimentos em energias limpas, já que reduzir a dependência de combustíveis fósseis também diminui a influência de crises como a atual nas contas que chegam aos cidadãos.
“Para lembrá-los: os Estados-Membros onde os preços da eletricidade são mais baixos são aqueles que têm a maior proporção de energias renováveis e limpas em seu mix energético”, concluiu a porta-voz do Executivo comunitário.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático