Publicado 31/03/2026 10:04

Bruxelas investiga a legalidade dos auxílios públicos franceses concedidos à EDF para novos reatores nucleares

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 7 de outubro de 2024, França, Fessenheim: O edifício da usina nuclear francesa de Fessenheim está localizado próximo à cidade de mesmo nome. A expansão planejada da geração de energia nuclear na União Europeia requer um inv
Philipp von Ditfurth/dpa - Arquivo

BRUXELAS 31 mar. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia iniciou uma investigação aprofundada para esclarecer se os auxílios públicos que o governo francês pretende conceder à Électricité de France (EDF) para a construção de seis novos reatores nucleares estão em conformidade com os limites estabelecidos pelas regras comuns em matéria de auxílios estatais.

Bruxelas esclarece em um comunicado que cada Estado-membro é livre para escolher sua fonte principal de energia — a nuclear, no caso da França — e que o início de um processo desse tipo é habitual em casos “complexos”.

O caso remonta a novembro de 2025, quando a França notificou a Comissão Europeia sobre sua intenção de apoiar o projeto para construir e operar seis novos reatores nucleares, que teriam uma capacidade total de produção de eletricidade de 9.990 megawatts.

Está previsto que os reatores em questão sejam instalados em pares em usinas já existentes, a saber, as de Penly, Gravelines e Bugey; com o objetivo de que entrem em operação entre 2038 e 2044, com uma vida útil de 60 anos e um custo total de construção de 72,8 bilhões de euros.

Conforme indicado por Bruxelas em um comunicado, o objetivo do projeto é reforçar a segurança do abastecimento de energia elétrica para a França e os países vizinhos, bem como contribuir para os objetivos de descarbonização da União Europeia. No entanto, para sua exploração, será criada uma empresa 100% detida pela EDF, grupo proprietário e operador de todas as usinas no território francês.

Nesse contexto, a França propõe três medidas de apoio, que incluem um empréstimo subsidiado a uma taxa de juros preferencial que cobre 60% dos custos estimados de construção, um contrato bidirecional de 40 anos por diferença para garantir receitas estáveis para as usinas elétricas e um mecanismo de repartição de riscos com uma lista precisa de eventos.

A SER ANALISADA SUA ADEQUAÇÃO E PROPORCIONALIDADE

Os serviços comunitários consideram o projeto necessário, mas pretendem analisar em detalhe “a adequação e a proporcionalidade do pacote de auxílios” para garantir que não exceda o “estritamente necessário”.

Especificamente, a Comissão duvida que o pacote de medidas proposto consiga um bom equilíbrio entre a redução de riscos para facilitar o investimento e a manutenção de incentivos para um comportamento eficiente, evitando ao mesmo tempo uma transferência excessiva de riscos para o Estado.

Também pretende avaliar o impacto da medida na concorrência do mercado e se esse impacto é minimizado, uma vez que Bruxelas teme que possa consolidar ou reforçar indiretamente o poder de mercado da EDF.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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