Publicado 30/06/2026 10:41

Bruxelas investiga a empresa norte-americana Align por abuso de posição dominante no mercado de dispositivos médicos

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 28 de julho de 2025, Bélgica, Bruxelas: Bandeiras da União Europeia hasteadas em frente ao edifício Berlaymont, em Bruxelas. Foto: Alicia Windzio/dpa
Alicia Windzio/dpa - Arquivo

BRUXELAS 30 jun. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia informou nesta terça-feira sobre a abertura de uma investigação aprofundada por suposto abuso de posição dominante por parte da empresa norte-americana Align Technology ao tentar impor seus produtos no setor odontológico, sendo este o primeiro caso de concorrência que Bruxelas encaminha ao mercado de dispositivos médicos.

“A investigação que a Comissão iniciou hoje ressalta nosso compromisso de preservar mercados justos que beneficiem a todos, incluindo o setor da saúde”, destacou a vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela Concorrência, Teresa Ribera, em um comunicado.

Especificamente, os serviços comunitários estão analisando se a forma como a empresa vinculou a oferta de seus scanners intraorais (iTero) — utilizados para obter imagens em 3D dos dentes e da mandíbula do paciente — à oferta de seus alinhadores dentários transparentes (Invisalign) — infringe as regras de concorrência da União Europeia.

Bruxelas suspeita que a Align Technology possa ter abusado do peso de sua marca Invisalign, líder no mercado odontológico profissional, para impor a compra do scanner iTero como condição para que os profissionais pudessem disponibilizar os alinhadores da empresa aos seus pacientes.

Por isso, está analisando uma possível recusa em aprovar scanners de última geração da concorrência para o envio automatizado à Align de digitalizações para pedidos de Invisalign desde 2017, bem como a rejeição de imagens digitalizadas enviadas por profissionais da área odontológica, geradas por outros scanners intraorais, apesar de se basearem em arquivos padrão do setor.

Não há um prazo legal para concluir uma investigação antitruste, conforme lembra Bruxelas em um comunicado, no qual também ressalta que o início de uma investigação não prejudica seu resultado.

A duração dessa investigação depende de vários fatores, entre eles a complexidade do caso, o grau de cooperação das empresas envolvidas com a Comissão e o exercício do direito de defesa por parte das partes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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