Publicado 30/04/2026 08:53

Bruxelas insta os países da UE a protegerem as famílias vulneráveis contra cortes no fornecimento de energia

Archivo - Arquivo - Um poste de luz, em 5 de dezembro de 2025, em Barberà del Vallès, Barcelona, Catalunha (Espanha).
David Zorrakino - Europa Press - Arquivo

BRUXELAS 30 abr. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia apresentou nesta quinta-feira um pacote de recomendações para reforçar a proteção dos consumidores diante do aumento dos preços da energia causado pela crise no Oriente Médio, com medidas que visam evitar cortes no fornecimento, simplificar contratos e ajudar os cidadãos a reduzir suas contas.

Embora o plano não imponha obrigações diretas aos Estados-membros, ele oferece orientações “detalhadas e práticas” para a aplicação de medidas de proteção social e de mercado, num momento em que Bruxelas considera urgente reforçar a resiliência energética da União.

“Devemos proteger as famílias vulneráveis contra cortes no fornecimento de energia elétrica e ajudar todos os consumidores a gerenciar melhor seus contratos de fornecimento de energia, bem como a participar ativamente da transição”, afirmou o comissário europeu para a Energia e Habitação, Dan Jorgensen, que também defendeu a necessidade de avançar para um sistema “mais sustentável, seguro e centrado no consumidor”.

Nesse sentido, a Comissão insta os governos a identificarem precocemente os lares em risco de pobreza energética para oferecer apoio antes que ocorram cortes no fornecimento, por meio de medidas como planos de pagamento personalizados, aconselhamento sobre dívidas ou vouchers de energia, juntamente com soluções mais estruturais, como a melhoria da eficiência energética e o acesso a energias renováveis.

Bruxelas também propõe que os países introduzam salvaguardas contra cortes de energia em períodos críticos, como os meses mais frios, e que garantam que as empresas informem com antecedência suficiente sobre as alternativas disponíveis antes de cortar a luz ou o gás.

CONTRATOS MAIS “CLAROS, TRANSPARENTES E COMPARÁVEIS”

Outra das recomendações visa facilitar que os consumidores compreendam melhor o que estão contratando. Para isso, Bruxelas propõe padronizar os termos e condições dos contratos de energia, de modo que os usuários recebam informações “claras, transparentes e comparáveis” sobre aspectos como o preço, a duração do contrato ou o tipo de tarifa.

Segundo explica a Comissão, muitos consumidores não sabem se têm uma tarifa fixa ou variável, em parte devido à falta de informações comparáveis e ao uso de nomes distintos para ofertas semelhantes por parte dos fornecedores, o que, em sua opinião, dificulta a mudança de empresa e limita a capacidade das famílias de encontrar ofertas mais baratas.

O Executivo comunitário também solicita às autoridades nacionais que reforcem a supervisão dos fornecedores e melhorem as normas de gestão de riscos, com o objetivo de minimizar o impacto de possíveis falências ou problemas financeiros das empresas no fornecimento e nas contas dos consumidores.

IMPULSO AO AUTOCONSUMO E ÀS COMUNIDADES ENERGÉTICAS

O pacote inclui ainda medidas para fomentar o desenvolvimento de comunidades energéticas e o autoconsumo, para que cidadãos, pequenas empresas e autoridades locais possam produzir e compartilhar sua própria energia renovável.

Nesse sentido, a Comissão insta a reduzir as barreiras administrativas e facilitar o acesso ao financiamento, bem como a reforçar mecanismos como os balcões únicos para ajudar as famílias a adotarem alternativas mais limpas.

FATURAS MAIS BAIXAS COM CONSUMO FLEXÍVEL

Paralelamente, a Comissão publicou um relatório no qual incentiva os países a promover contratos que permitam aos consumidores se beneficiarem de preços mais baixos se adaptarem seu consumo a determinados horários, por exemplo, em momentos de maior disponibilidade de energias renováveis.

Uma abordagem que, segundo o Executivo comunitário, pode contribuir para melhorar a eficiência do sistema elétrico e reduzir as contas, desde que seja garantida uma proteção adequada aos consumidores, especialmente aos mais vulneráveis.

A Comissão trabalhará agora com os Estados-Membros para aplicar essas recomendações, fornecendo assistência técnica e acompanhamento, embora a decisão final sobre sua implementação caberá a cada país.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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