Publicado 05/05/2026 13:16

Bruxelas insta os EUA a voltarem à tarifa de 15% para garantir o acordo comercial antes do verão

O comissário europeu para o Comércio, Maros Sefcovic, durante uma coletiva de imprensa em Washington
OLIVIER DOULIERY

BRUXELAS 5 maio (EUROPA PRESS) -

O comissário europeu para o Comércio, Maros Sefcovic, manteve nesta terça-feira, em Paris, uma reunião com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a quem instou para que seu país retorne o mais rápido possível aos termos do acordo comercial que ambas as partes firmaram em julho de 2025 e que estabelecia um teto de 15% para a maioria das tarifas americanas sobre as compras europeias.

O encontro ocorreu depois que, neste fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de 25% sobre os carros europeus em retaliação à demora da União Europeia em aprovar definitivamente o acordo, já que este continua sendo debatido em um trílogo entre a Comissão Europeia, o Conselho (Estados) e o Parlamento Europeu.

Durante o encontro, com duração de uma hora e meia, Sefcovic destacou a importância de que os pontos-chave do acordo entrem em vigor antes de seu primeiro aniversário, no verão, e informou a delegação norte-americana sobre o cronograma “mais provável” para sua conclusão, “respeitando as prerrogativas dos co-legisladores”, conforme informou um porta-voz da Comissão Europeia.

Nesse sentido, o comissário e o representante comercial norte-americano concordaram que seria “útil e importante” manter “o maior contato possível” para esclarecer a posição de cada parte no processo de implementação do acordo.

Também concordaram em intensificar o contato nos níveis político e técnico e impulsionar “com mais força uma agenda positiva” com pontos menos espinhosos do acordo comercial, como o aço ou as matérias-primas críticas.

O acordo comercial UE-EUA está na fase final de negociação, após ter sido paralisado pelo Parlamento Europeu em janeiro, na sequência das ameaças do magnata norte-americano de anexar a Groenlândia. Desde março, ele está novamente em tramitação, com a condição imposta pelo Parlamento Europeu de que o acordo seja suspenso caso a Casa Branca imponha novas tarifas ou dirija novas ameaças econômicas contra países da União Europeia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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