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BRUXELAS 13 out. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia disse nesta segunda-feira que a Holanda lidou com um "risco potencial" para a segurança tecnológica do país e da União Europeia como um todo ao usar a lei de emergência pela primeira vez para intervir nas operações da fabricante de semicondutores Nexperia, a subsidiária holandesa da empresa chinesa Wingtech Technology.
"A Comissão tem mantido contato próximo com as autoridades holandesas sobre esse assunto. A medida em questão foi tomada pelo governo holandês para garantir a segurança do fornecimento e, ao fazê-lo, aborda um risco potencial para a segurança econômica holandesa e europeia", disse Olof Gill, porta-voz comercial da UE, em uma coletiva de imprensa.
O porta-voz da UE indicou que a intervenção "tem como objetivo salvaguardar o conhecimento e os recursos tecnológicos cruciais no território holandês e europeu", ao mesmo tempo em que enfatizou que a proteção da segurança tecnológica é uma "prioridade" na estratégia da UE.
Por esse motivo, acrescentou Gill, Bruxelas continuará a "colaborar" com as autoridades holandesas enquanto "as próximas etapas" estão sendo decididas.
O governo holandês invocou a Lei de Disponibilidade de Bens em uma decisão "altamente excepcional", mas considerou necessário "evitar que os bens produzidos pela Nexperia não estejam disponíveis em caso de emergência". A intervenção não afeta a atividade normal da empresa, cujo processo de produção continua normalmente, de acordo com as autoridades holandesas.
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