BRUXELAS 30 mar. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia publicou nesta segunda-feira um relatório sobre a implementação do seu Plano de Ação para a Economia Social, no qual constata avanços desde 2021, mas aponta para a necessidade de impulsionar novas medidas para reforçar esse modelo na UE.
Entre outras coisas, o texto destaca que, nos últimos anos, 21 Estados-Membros adotaram ou estão preparando estratégias nacionais ou regionais neste domínio, enquanto 12 países reformaram sua legislação.
Além disso, Bruxelas destaca o apoio financeiro mobilizado, com mais de 1,62 bilhão de euros em fundos europeus e 1,2 bilhão em garantias por meio do instrumento “InvestEU” para o período 2021-2027, destinados a fortalecer o setor.
De olho no futuro, a Comissão Europeia identifica várias prioridades, entre elas esclarecer as regras sobre auxílios estatais, facilitar o acesso ao investimento privado, melhorar a disponibilidade de dados e reforçar o apoio a nível regional e local.
“À medida que a Europa enfrenta desafios geopolíticos, transformação industrial e crescentes pressões sociais, a economia social está se tornando cada vez mais um motor de resiliência, inclusão e competitividade”, destacou a vice-presidente para Direitos Sociais e Capacidades da Comissão Europeia, Roxana Minzatu.
Conforme ela lembrou, mais de 4,3 milhões de organizações na UE geram 11,5 milhões de empregos e desenvolvem atividades ligadas a objetivos sociais e ambientais, como o acesso à moradia acessível ou a prestação de cuidados.
Além disso, um Eurobarômetro de outubro do ano passado indica que metade dos europeus colaborou com essas entidades nos últimos cinco anos e que 75% consideram que elas desempenham um papel relevante para a sociedade.
Apesar desses avanços, a Comissão alerta que essas organizações continuam enfrentando obstáculos, especialmente no acesso a financiamento e aos mercados, o que limita seu desenvolvimento.
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