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BRUXELAS 17 fev. (EUROPA PRESS) - A Comissão Europeia descartou a existência de riscos imediatos para a segurança do abastecimento energético da Hungria e da Eslováquia após a interrupção do oleoduto Druzhba devido a um ataque russo, salientando que ambos os países dispõem de reservas estratégicas suficientes para fazer face à situação enquanto se avaliam alternativas.
Foi o que afirmou a porta-voz comunitária para a Energia, Anna-Kaisa Itkonen, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, quando questionada sobre o pedido que a Hungria e a Eslováquia fizeram à Croácia para permitir o transporte de petróleo russo para seus países através do oleoduto Adria, depois que o oleoduto Druzhba foi alvo de ataques no âmbito da invasão russa da Ucrânia.
Itkonen explicou que a Hungria solicitou invocar a isenção temporária prevista nas sanções da UE à Rússia para importar petróleo russo, como no caso de o fornecimento de petróleo por oleoduto da Rússia a um Estado-Membro sem saída para o mar ser interrompido “por razões alheias ao controlo desse Estado-Membro”.
“A Hungria solicitou isso após a interrupção do fluxo de petróleo pelo oleoduto Druzhba, causada pelos ataques com drones da Rússia que destruíram essa parte específica. Para nós, a prioridade é a segurança energética. Essa é a nossa prioridade absoluta”, explicou a porta-voz da Comissão. Itkonen expressou a vontade do Executivo comunitário de convocar uma reunião do grupo de coordenação do petróleo em caso de emergência para debater “o possível impacto da interrupção do fornecimento e qualquer alternativa possível de abastecimento de combustível”.
Nesse sentido, ela quis diminuir os temores de que a Hungria ou a Eslováquia possam ficar sem abastecimento de petróleo por enquanto, já que os dois países contam com reservas estratégicas desde a invasão russa da Ucrânia. “Quero lembrar que não há riscos a curto prazo para a segurança do abastecimento. Ambos os Estados-Membros, Hungria e Eslováquia, dispõem de reservas de emergência equivalentes a 90 dias”, acrescentou. HUNGRIA E ESLOVÁQUIA ACUSAM A UCRÂNIA
Neste contexto, a Hungria e a Eslováquia enviaram no domingo uma carta à Croácia solicitando que permita o transporte de petróleo russo para seus países através do oleoduto Adria, ao abrigo da isenção prevista no regime de sanções comunitárias.
Paralelamente, Budapeste acusou a Ucrânia de se recusar a retomar o trânsito de petróleo pelo Druzhba “por razões políticas”, criticando que a segurança energética “nunca deve ser uma questão ideológica”.
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