Publicado 11/06/2026 15:47

Bruxelas defende que a margem fiscal para a energia será temporária e compatível com as normas orçamentárias

Archivo - Arquivo - FOTO - 19 de janeiro de 2026, Bélgica, Bruxelas: O Comissário Europeu para a Economia e a Produtividade; Implementação e Simplificação, Valdis Dombrovskis, fala durante uma coletiva de imprensa após a reunião do Eurogrupo em Bruxelas.
Alexandros Michailidis/Eu Counci / DPA - Arquivo

MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia defendeu nesta quinta-feira que a futura flexibilidade fiscal para investimentos em energia será temporária, terá um impacto orçamentário limitado e não colocará em risco a credibilidade das novas regras fiscais europeias.

“O que estamos fazendo está contido tanto em termos de impacto fiscal quanto em termos de cronograma”, afirmou o comissário europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, ao término da reunião do Eurogrupo em Luxemburgo.

O político letão explicou que Bruxelas está atualmente trabalhando em orientações adicionais para concretizar a aplicação da chamada cláusula de escape energética, uma medida com a qual pretende ampliar a margem fiscal disponível para financiar investimentos destinados a reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.

Dombrovskis insistiu que a proposta incorpora salvaguardas para limitar seu efeito sobre as contas públicas e lembrou que a Comissão propõe que as medidas energéticas abrangidas por essa flexibilidade estejam sujeitas a um limite anual de 0,3% do PIB e a um teto acumulado de 0,6% do PIB durante três anos.

O comissário respondeu assim àqueles que consideram que essa nova flexibilidade poderia minar a credibilidade do quadro fiscal reformado da UE ou desviar outras despesas prioritárias, como o aumento dos investimentos em defesa.

Segundo explicou, como regra geral, as medidas energéticas se enquadrarão na margem equivalente a 1,5% do PIB prevista na cláusula de exceção nacional para a defesa, um valor que já foi avaliado sob a perspectiva da sustentabilidade da dívida e que, segundo Bruxelas, a maioria dos Estados-Membros ainda não esgotou.

“Os conceitos básicos e os parâmetros da cláusula de exceção são conhecidos”, assinalou Dombrovskis, acrescentando que a Comissão está preparando uma nota para o Comitê Econômico e Financeiro com mais detalhes sobre sua aplicação prática.

A proposta permitiria apoiar tanto grandes projetos de investimento em energias renováveis e infraestruturas de rede quanto auxílios destinados a famílias e empresas para reduzir sua dependência de combustíveis fósseis.

Entre as medidas que poderiam se beneficiar dessa flexibilidade estão a substituição de sistemas de aquecimento a gás ou diesel por bombas de calor, a instalação de painéis solares, baterias de armazenamento, melhorias na eficiência energética ou o apoio à mobilidade elétrica.

Dombrovskis defendeu que a iniciativa responde às recomendações de manter medidas energéticas “altamente específicas, temporárias, fiscalmente sustentáveis e orientadas para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado