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BRUXELAS 2 jun. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia concederá maior margem fiscal aos Estados-Membros para fazer face às consequências da crise energética, na sequência dos pedidos apresentados nas últimas semanas pela Espanha e pela Itália no sentido de flexibilizar as normas orçamentárias europeias face ao aumento dos preços da energia, conforme confirmaram fontes comunitárias à Europa Press.
A medida fará parte do pacote fiscal que a Comissão Europeia apresentará nesta quarta-feira, quando os detalhes serão divulgados, e permitiria aos governos destinar até 0,3% de seu PIB anual a despesas relacionadas à energia.
A resposta de Bruxelas surge depois que o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, reclamou, na última cúpula informal de líderes da UE realizada em abril, um debate para facilitar o investimento em eletrificação e energias renováveis de forma semelhante ao acordado para os gastos com defesa.
Também a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, intensificou nas últimas semanas a pressão sobre Bruxelas para que estenda à energia o tratamento concedido aos gastos militares.
“Não podemos dizer aos cidadãos que o dinheiro é apenas para a defesa”, defendeu a líder italiana no final de maio, ao reivindicar que os investimentos necessários para mitigar o impacto da crise energética sejam amparados por uma maior flexibilidade fiscal.
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