Publicado 30/06/2025 09:29

Bruxelas apresentará em "alguns dias" a base legal para que os 27 ratifiquem o acordo com o Mercosul.

Archivo - Arquivo - O Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE) iniciaram nesta segunda-feira, em Bruxelas, uma nova etapa de negociações para avançar rumo a um Tratado de Livre Comércio (TLC) entre os dois blocos.
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BRUXELAS 30 jun. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia apresentará nos próximos dias o texto legal para a ratificação do acordo de livre comércio que concluiu com os países do Mercosul em dezembro do ano passado, mas que ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu e da UE-27 - com reservas como as da França - para ir adiante.

A proposta com os textos legais "está muito avançada, então pode haver novidades em alguns dias", disse a porta-voz-chefe da UE, Paula Pinho, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas.

Outro porta-voz da UE confirmou mais tarde que a Comissão "apresentará em breve a versão final" do texto jurídico e que ela será enviada ao Conselho para ser examinada pelos Estados membros, onde não é necessária a unanimidade para que o pacto comercial receba o sinal verde da UE-27.

Países como França, Itália e Polônia, nos últimos meses de negociações, rejeitaram categoricamente o acordo por temerem seu impacto sobre seus produtores agrícolas. Embora não haja uma minoria de bloqueio, Paris insiste que, apesar das salvaguardas adicionais acordadas em dezembro com os países do Cone Sul, o acordo "ainda não é aceitável em sua forma atual".

Paris também se junta a Roma na exigência de medidas de acompanhamento para a agricultura europeia e maiores garantias de que as importações provenientes do Mercosul, caso o acordo seja implementado, estarão sujeitas aos mesmos padrões fitossanitários, ambientais e trabalhistas impostos aos europeus.

Em Bruxelas, especula-se sobre um mecanismo de monitoramento da aplicação do acordo, de modo que os estados-membros tenham maiores garantias de que as cotas que entrarem cumpram as mesmas regras impostas aos europeus.

Entretanto, quando perguntado se a proposta a ser apresentada nos próximos dias incluirá algum tipo de garantia adicional ao Acordo de Livre Comércio, o porta-voz da UE disse que "no momento não tenho conhecimento de (nenhum) protocolo adicional".

"Uma vez que o texto legal tenha sido apresentado ao Conselho, será o momento certo para que os Estados-Membros troquem opiniões, dialoguem, negociem e divulguem sua posição", reiterou o porta-voz.

Para que o acordo seja totalmente ratificado pelo lado europeu, se passar pelo processo no Conselho, ele também precisará ser submetido à votação do Parlamento Europeu, que pode aprovar ou rejeitar o acordo, mas não alterá-lo. Ainda não se sabe, quando a Comissão apresentar os textos legais, se o tratado também terá que passar pelos parlamentos nacionais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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