Publicado 02/09/2025 08:06

Bruxelas apresentará amanhã o texto legal do acordo com o Mercosul para solicitar a ratificação pela UE-27.

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
Ricardo Stuckert/Palacio Planalt / Dpa - Arquivo

BRUXELAS 2 set. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia apresentará amanhã, quarta-feira 3, os textos legais do acordo de associação e livre comércio que Bruxelas concluiu em dezembro com os países do Mercosul, mas que ainda precisa da aprovação da UE-27 - com reservas como a da França - e do Parlamento Europeu para ser ratificado pela União Europeia.

Espera-se que o Colégio de Comissários adote os documentos em sua reunião semanal, de acordo com Paula Pinho, porta-voz-chefe de Ursula von der Leyen, que se recusou a dar mais detalhes sobre a base da proposta até que ela seja formalmente apresentada.

Dessa forma, Bruxelas está lançando a fase final do processo de ratificação necessário para a entrada em vigor do pacto comercial, que passa primeiro pelo exame e validação do Conselho (governos) e do Parlamento Europeu.

O sinal verde dos colegisladores permitiria a entrada em vigor, pelo menos provisoriamente, até que o novo acordo também receba a aprovação dos estados-membros individuais, se a base jurídica também exigir essa etapa.

Os planos de Bruxelas eram de que a ratificação do acordo político pela UE - que a própria Von der Leyen concluiu com o bloco do Cone Sul em uma viagem a Montevidéu em dezembro - pudesse ser alcançada antes do final de 2025, mas contava com a colocação da proposta legal na mesa da UE-27 e do Parlamento Europeu já em junho.

No entanto, as tensões comerciais com os Estados Unidos e as reservas de países como a França, a Itália e a Polônia sobre o acordo com o Mercosul prejudicaram os planos da Comissão de encerrar esse capítulo antes do início do verão, e a apresentação da proposta foi adiada para esta semana.

Embora não haja uma minoria de bloqueio, Paris insiste que, apesar das salvaguardas adicionais acordadas em dezembro, o acordo "ainda não é aceitável em sua forma atual".

Paris também se junta a Roma na exigência de medidas de acompanhamento para a agricultura europeia e maiores garantias de que as importações provenientes do Mercosul, caso o acordo seja implementado, estarão sujeitas aos mesmos padrões fitossanitários, ambientais e trabalhistas impostos aos europeus.

Na quarta-feira, o Colégio de Comissários também apresentará os textos legais para ratificar o acordo que a UE firmou em janeiro deste ano com o México para modernizar a estrutura do comércio bilateral.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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