Publicado 07/08/2026 05:41

Bruxelas amplia a constelação IRIS2 para 348 satélites a fim de acelerar a implantação de seus serviços a partir de 2029

Archivo - Arquivo - O comissário europeu para a Defesa e o Espaço, Andrius Kubilius
MATHIEU CUGNOT - Arquivo

BRUXELAS 7 ago. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia e o consórcio SpaceRISE assinaram nesta sexta-feira o acordo de execução do programa europeu de conectividade via satélite IRIS2, um passo com o qual a UE dá início à implantação da constelação após concluir as negociações sobre o projeto e ampliar a rede para 348 satélites com a incorporação de 66 novas unidades na órbita terrestre baixa.

O acordo estabelece os principais parâmetros técnicos, industriais e financeiros do programa, incluindo o projeto definitivo da constelação, sua capacidade, o cronograma de implantação e o investimento das operadoras privadas, além de definir como próximo objetivo a implantação dos primeiros serviços de conectividade a partir de 2029.

Conforme explicado por Bruxelas em um comunicado, a ampliação da constelação responde à deterioração do contexto de segurança e permitirá reforçar as capacidades de comunicação segura para governos, forças armadas, serviços de segurança e emergências. Nesse sentido, Bruxelas afirma que a incorporação dos 66 satélites adicionais aumentará em 60% a capacidade governamental segura dentro da União e em 54% em nível mundial.

No total, esclarece o Executivo comunitário, a futura constelação será composta por 348 satélites, dos quais 330 operarão em órbita terrestre baixa (LEO) e outros 18 em órbita terrestre média (MEO), além de outros elementos opcionais para missões específicas.

Após a assinatura do acordo, a Comissão, a Agência Espacial Europeia (ESA), a Agência da União Europeia para o Programa Espacial (EUSPA), o consórcio SpaceRISE — formado pela espanhola Hispasat, pela Eutelsat (França) e pela SES (Luxemburgo) — e a indústria europeia darão início à próxima fase do projeto, que inclui a fabricação dos satélites, o desenvolvimento da infraestrutura terrestre segura e a contratação dos serviços de lançamento.

A ESPANHA PREVÊ CONTRIBUIR COM ENTRE 1.600 E 2.000 MILHÕES

A Comissão também indicou que a aceleração do programa e o aumento da capacidade da constelação exigirão financiamento adicional, que virá do próximo orçamento comunitário para o período de 2028 a 2034, bem como de contribuições dos Estados-membros e de países terceiros.

Nesse contexto, Bruxelas destacou que a Polônia já se comprometeu com um investimento de 656 milhões de euros, a Hungria com outros 500 milhões e a Espanha anunciou uma contribuição entre 1.600 e 2.000 milhões de euros, enquanto continuam as negociações com outros países da União para reforçar o financiamento do programa.

“Essa constelação reforçada e implantada com maior rapidez proporcionará aos nossos Estados-membros, aos serviços de emergência e aos cidadãos a conectividade resiliente e autônoma de que precisam agora e diante das crises do futuro”, afirmou o comissário europeu de Defesa e Espaço, Andrius Kubilius.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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