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BRUXELAS 5 maio (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia alertou nesta terça-feira que o mundo enfrenta o que poderia ser “a crise energética mais grave da história” e revelou que a União Europeia já se prepara para possíveis cenários de escassez, especialmente de querosene, embora, por enquanto — assegura —, não tenham ocorrido problemas de abastecimento.
Foi o que afirmou o comissário europeu para a Energia, Dan Jorgensen, em coletiva de imprensa em Bruxelas, após o diálogo de alto nível sobre energia entre a UE e a Moldávia, tendo ele sublinhado a necessidade de reforçar a segurança do abastecimento na União, diante do que considera uma crise sem precedentes, que está colocando à prova “a resiliência de nossas economias, nossas sociedades e nossas alianças”.
Embora, segundo o comissário, o bloco ainda não enfrente, por enquanto, problemas no fluxo energético devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, ele alertou que “isso pode ocorrer”, razão pela qual Bruxelas já está se “preparando” para uma possível deterioração da situação.
“É muito cedo para dizer exatamente quando poderemos voltar a uma situação normal. E mesmo quando isso acontecer, acho que devemos ser bastante realistas e dizer que, mesmo no melhor dos cenários, a situação continuará sendo bastante grave”, admitiu o comissário.
Nesse cenário, ele destacou que a dependência dos combustíveis fósseis continua sendo um dos principais riscos para o bloco, lembrando que, desde o início do conflito no Oriente Médio, os Estados-membros tiveram que destinar mais de 30 bilhões de euros adicionais às importações de energia sem receber mais suprimentos.
“A dependência energética não é apenas uma questão econômica, é também uma vulnerabilidade estratégica”, enfatizou, ao mesmo tempo em que insistiu que, no curto prazo, a UE deve “gerenciar os riscos, garantir a segurança do abastecimento e proteger os cidadãos” diante do impacto da volatilidade dos mercados energéticos.
No médio e longo prazo, defendeu a necessidade de acelerar os investimentos em interconexões, diversificar as fontes de energia e aprofundar a integração do mercado energético europeu para reforçar a resiliência do sistema.
“Acelerar a transição energética e eletrificar nossas economias é o único caminho sustentável para sair da crise atual e a melhor garantia contra as que possam vir”, afirmou.
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