BRUXELAS 12 set. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que aceita as mudanças oferecidas pela Microsoft para dissociar sua plataforma de videochamadas 'Teams' da instalação do software Office, compromissos que a gigante tecnológica norte-americana está assumindo para evitar uma multa milionária de Bruxelas, que a acusou de abuso de posição dominante neste caso.
As concessões da Microsoft são legalmente obrigatórias para a empresa, que terá que aplicar os compromissos acordados por um período de sete anos, exceto os que afetam o sistema de interoperabilidade e portabilidade de dados, que estarão em vigor por uma década.
Bruxelas, que nomeará um supervisor para monitorar a conformidade com todas as disposições e informá-la sobre os desenvolvimentos, também assumirá um papel de mediador em caso de disputas entre terceiros e a Microsoft.
Os serviços da UE esperam que as mudanças "restaurem a concorrência justa" e abram o mercado para outros fornecedores de aplicativos de comunicação e colaboração na UE.
O caso remonta formalmente a julho de 2023, quando a Comissão lançou uma investigação detalhada contra a Microsoft por suspeita de que a gigante da tecnologia estava abusando de sua posição dominante ao impor sua própria plataforma de videochamada "Teams" a todos os usuários do Office.
A instalação do Teams estava vinculada ao sistema operacional da empresa, que também inclui Word, Excel, PowerPoint e Outlook, dando-lhe uma vantagem competitiva que foi contestada em Bruxelas por um de seus rivais, o Slack, em 2020.
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