Ricardo Stuckert/Agencia Brazil/ DPA
MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo brasileiro apresentou à Organização Mundial do Comércio (OMC) um pedido de consultas com os Estados Unidos sobre as tarifas indiscriminadas de até 50% impostas pelo presidente Donald Trump e que, na opinião do gigante sul-americano, "violam flagrantemente" os compromissos assinados por Washington.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil advertiu em um comunicado que uma "ampla gama" de produtos será afetada pelas tarifas aplicadas a partir de quarta-feira, que, segundo o Brasil, violam, por exemplo, os limites tarifários negociados sob a égide da OMC.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva reiterou sua "disposição para negociar", para o que pretende realizar consultas bilaterais com o país norte-americano com o objetivo de encontrar uma "solução", embora o mecanismo que o Brasil está buscando ativar não seja imediato.
As partes devem chegar a um acordo "nas próximas semanas" sobre a data e o local dessas supostas consultas e, caso os Estados Unidos não aceitem, o Brasil se reserva o direito de solicitar a criação de um painel para resolver a disputa.
Na semana passada, após o anúncio de Trump, Lula também se disse "aberto ao diálogo", mas advertiu que as autoridades brasileiras trabalhariam para proteger a economia nacional e responderiam às novas tarifas, atribuídas a razões políticas.
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