Publicado 26/08/2026 02:29

O Brasil e os EUA retomarão as negociações comerciais na próxima segunda-feira

Archivo - Arquivo - 22 de julho de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: JAMIESON GREER, Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), discursando em uma audiência da Comissão de Finanças do Senado no Capitólio dos EUA, em Washington, DC.
Europa Press/Contacto/Michael Brochstein - Arquivo

MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos concordaram em retomar o diálogo por meio de uma reunião virtual que será realizada na próxima segunda-feira, dia 31, entre o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, na próxima segunda-feira, dia 31.

A reunião teria sido acordada pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma conversa telefônica realizada na última sexta-feira, segundo informaram a agência Brasil e o jornal “Folha”.

Nessa conversa, o chefe do Palácio do Planalto afirmou que as tarifas prejudicam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e reiterou que, na opinião do Executivo brasileiro, as justificativas apresentadas pela Casa Branca para a adoção das novas tarifas carecem de fundamento, segundo a agência Brasil.

O novo diálogo poderia reabrir as negociações frustradas entre Washington e Brasília, depois que, em julho, o gabinete do USTR impôs uma sobretaxa de 25% a vários produtos brasileiros, após aproximadamente um ano de investigações.

Entre os motivos alegados estavam uma suposta falta de “boa-fé” de Brasília na hora de negociar com Washington; a proteção, por parte das autoridades brasileiras, do serviço de pagamentos eletrônicos Pix que, segundo a Casa Branca, prejudica “injustamente” os fornecedores norte-americanos, e também uma suposta punição “a empresas de tecnologia americanas por se recusarem a censurar o discurso político”, em alusão à multa imposta à rede social X, de propriedade do magnata sul-africano Elon Musk, por não cumprir a ordem de excluir perfis de pessoas investigadas por publicarem mensagens consideradas antidemocráticas.

A essas tarifas somaram-se as decretadas pela Casa Branca contra vários países e contra a União Europeia por, segundo o governo Trump, não adotarem mecanismos eficazes para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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