MADRID 1 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo brasileiro disse na quinta-feira que a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos contra as exportações brasileiras afeta menos de 37% delas, como resultado da exclusão de grande parte dos produtos, e garante que "continuarão a competir no mercado norte-americano em condições semelhantes" às de outros países.
"Aproximadamente 44,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos estão isentas da tarifa adicional de 50% aplicada unilateralmente pelo governo norte-americano na quarta-feira, 30 de julho", informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em nota publicada em seu site.
Dessa forma, com base em um estudo preliminar da Secretaria de Comércio Exterior, o ministério garantiu que "em termos gerais, a maioria das exportações brasileiras (64,1%) continua a competir com produtos de outras origens no mercado norte-americano em condições semelhantes".
O ministério especificou que os "aproximadamente 700 produtos que foram excluídos da medida, incluindo aeronaves, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro" estarão sujeitos a uma taxa de apenas 10%.
Esse grupo de mercadorias representou um total de "18 bilhões de dólares em 2024" (15,76 bilhões de euros), em comparação com 14,5 bilhões de dólares (12,7 bilhões de euros) para o segmento que estará sujeito à taxa tarifária mais alta de 50%.
Entre eles está o café, um dos principais produtos do Brasil, que os Estados Unidos não produzem, ressaltou o vice-presidente e ministro do Comércio, Geraldo Alckmin, em entrevista à emissora de televisão O Globo. "É importante lembrar que os americanos pagarão mais caro pelo café, pela carne e pelo peixe", disse ele, ressaltando que "o aumento das tarifas é uma situação em que todos ganham".
Além desses produtos, há um grupo de exportações sujeitas a tarifas específicas para todos os países que, de acordo com a carteira de comércio do Brasil, compreende 19,5% das exportações brasileiras, com um valor de 7,9 bilhões de dólares (6,92 bilhões de euros), incluindo automóveis e autopeças, que serão taxados em 25%, e aço, alumínio e cobre, que serão taxados em 50% 'ad valorem'.
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