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MADRID, 27 ago. (EUROPA PRESS) -
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, expressou sua confiança de que os Estados Unidos e a Índia finalmente conseguirão chegar a um acordo, depois que tarifas adicionais sobre as exportações do país asiático começaram a ser aplicadas na quarta-feira, chegando a 50%, como uma retaliação de Washington por suas compras de petróleo russo.
Em declarações à Fox Business, relatadas pela Europa Press, o influente funcionário norte-americano lembrou que o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, "têm relações muito boas nesse nível", razão pela qual ele acredita que a Índia seria um dos primeiros países com os quais se chegaria a um acordo comercial.
No entanto, Bessent ressaltou que, além das compras de petróleo da Rússia, "há muitos níveis em jogo", acrescentando que a Índia é a maior democracia do mundo e os EUA são a maior economia do mundo. "Acho que, no final, chegaremos a um acordo", previu ele, reiterando que, nas relações comerciais, o país deficitário tem uma vantagem e é o país superavitário que deve se preocupar.
A partir de quarta-feira, os EUA impuseram uma tarifa de 50% sobre os produtos originários da Índia, o dobro da tarifa originalmente anunciada para o país, em resposta às compras de petróleo da Rússia, que Washington considera estar ajudando a sustentar o esforço da máquina de guerra russa na Ucrânia.
EXIGE MAIS ESFORÇOS DA EUROPA.
Sobre essa questão, o Secretário do Tesouro dos EUA considera que os países europeus "devem intensificar seus esforços" e não devem deixar que os EUA carreguem o fardo sozinhos quando a guerra ucraniana estiver ocorrendo "em seu quintal".
"Não os vejo ameaçando impor tarifas sobre os indianos. De fato, são eles que compram produtos refinados feitos com petróleo russo", criticou Bessent.
Nesse sentido, ele lembrou que, na reunião do G7, perguntou a seus parceiros se eles estariam dispostos a aderir à aplicação de tarifas secundárias "e apenas o Canadá estava disposto a fazê-lo".
"O presidente Trump foi o único que levou esse processo adiante e não se deve esperar que o povo americano arque com todo o ônus. Portanto, os cerca de 400 milhões de pessoas na União Europeia que querem que isso acabe também devem fazer parte da solução", alertou.
Por outro lado, em relação aos ativos russos congelados, o secretário do Tesouro dos EUA considera que "tudo isso faz parte da negociação" com o presidente Putin.
Dessa forma, ele argumentou que não deveriam ser confiscados imediatamente, já que se trata de "uma ficha na mesa" durante o processo de negociação, e será preciso ver se parte deles será destinada à reconstrução da Ucrânia.
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