Publicado 03/03/2026 13:42

O BEI ampliará seu instrumento de investimento em defesa diante da “forte demanda do mercado”

Archivo - Arquivo - A presidente do Banco Europeu de Investimentos (BEI), Nadia Calviño, durante um café da manhã no Ateneo de Madrid, em 9 de junho de 2025, em Madri (Espanha). O Ateneo de Madrid organiza os Cafés da Manhã do Ateneo com o objetivo de cri
Alberto Ortega - Europa Press - Arquivo

BRUXELAS 3 mar. (EUROPA PRESS) - A presidente do Banco Europeu de Investimentos (BEI), Nadia Calviño, anunciou nesta terça-feira que a instituição ampliará o instrumento europeu de capital destinado a facilitar investimentos em empresas europeias do setor de segurança e defesa, diante da “forte demanda do mercado”.

“A principal mensagem que recebemos é que existe uma forte demanda do mercado por esse instrumento”, destacou a ex-ministra da Economia durante um encontro com a mídia — entre elas a Europa Press — no âmbito do fórum anual do BEI em Luxemburgo.

Embora tenha afirmado que “as informações do mercado” os levam a pensar que o mecanismo poderia “multiplicar-se por dez”, ela não quis dar mais detalhes e esclareceu que o banco ainda está trabalhando na estruturação dessa eventual ampliação.

O programa, lançado em 2024 em conjunto com a Comissão Europeia e dotado inicialmente de 175 milhões de euros até 2027, está “muito perto de comprometer a totalidade do capital”, indicou, o que levou a instituição a estudar as opções para ampliar sua capacidade financeira e a possibilidade de lhe dar continuidade.

Essa ferramenta é canalizada através do Fundo Europeu de Investimentos (FEI) que, segundo explica, atua como “investidor âncora” em fundos privados especializados em segurança e defesa, mobilizando capital para empresas europeias do setor.

Na mesma linha, Calviño adiantou que esta quarta-feira será anunciado “o maior investimento até à data em defesa” por parte desse fundo, através de uma contribuição para um fundo alemão especializado em tecnologias aplicadas ao setor militar, com o objetivo de investir em 25 empresas europeias inovadoras.

A presidente lembrou ainda que a atividade do BEI em matéria de defesa abrange também o financiamento de infraestruturas críticas e projetos de mobilidade militar, o reforço das capacidades industriais, o apoio a programas de investigação e o apoio às PME da cadeia de abastecimento, além do investimento em fundos de capital de risco especializados.

EXTENSÃO DE CAMPEÕES TECNOLÓGICOS E NOVOS INSTRUMENTOS Por outro lado, confirmou que a instituição está a trabalhar na ampliação da Iniciativa Europeia de Campeões Tecnológicos, o maior fundo de fundos europeu dedicado a empresas em fase de expansão, com o objetivo de mobilizar também investidores institucionais, como fundos de pensões e seguradoras.

Além disso, o BEI está a desenvolver uma nova “caixa de ferramentas de saída” para facilitar a saída de investidores de capital de risco, incluindo financiamento para aquisições, instrumentos convertíveis e apoio específico para saídas à bolsa nos mercados europeus, e organizará em breve uma mesa redonda com investidores em Paris para definir estes instrumentos. ACORDOS COM A ÁFRICA E A OMC

No âmbito internacional, Calviño anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a Organização Mundial do Comércio (OMC) para apoiar o seu fundo de facilitação de investimentos, com especial atenção para África.

Além disso, o BEI financiará uma nova fábrica de vacinas na África do Sul, que produzirá doses contra a cólera, a poliomielite, a meningite, a pneumonia e o rotavírus, depois de, como lembra Calviño, ter apoiado anteriormente instalações no Senegal, Ruanda e Gana.

A instituição também contribuirá com 1 bilhão de euros para a iniciativa “Missão 300”, impulsionada pelo Banco Mundial e pelo Banco Africano de Desenvolvimento, com o objetivo de garantir acesso a energia limpa e acessível a 300 milhões de pessoas na África até 2030.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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