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MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) - O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed) não descartou, em sua última reunião de 28 de janeiro, um possível aumento das taxas de juros se a inflação se agravar, o que abriria um conflito com o setor que defende sua redução e com o presidente Donald Trump.
“Vários participantes indicaram que teriam apoiado uma descrição bilateral das futuras decisões do Comitê relativas às taxas, refletindo a possibilidade de que ajustes para cima nas taxas pudessem ser apropriados se a inflação se mantivesse acima do nível-alvo [de 2%]”, explicaram as atas da reunião publicadas nesta quarta-feira.
A reunião terminou com uma votação majoritária de 10 contra 2 a favor de congelar a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, embora os governadores Christopher Waller e Stephen Miran defendessem um corte de 25 pontos-base.
O primeiro estava então na lista de candidatos para substituir Jerome Powell à frente do Fed a partir de maio, enquanto o segundo foi escolhido por Trump para pressionar por uma redução drástica das taxas após a vaga deixada pela demissão de Adriana Kugler.
As atas mostram também que “vários” dos membros alertaram que uma flexibilização adicional das taxas num contexto de inflação elevada “poderia ser mal interpretada como um menor compromisso do FOMC com a meta de inflação de 2%”.
Nesse sentido, a “grande maioria” do órgão regulador considerou que os riscos de queda para o mercado de trabalho haviam se moderado nos últimos meses, enquanto os riscos de uma inflação crônica permaneceram estáveis, o que afastaria uma eventual redução das taxas.
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