Lula destaca que “isso vai gerar emprego, renda e desenvolvimento para os dois blocos”.
MADRID, 1 maio (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, participaram, juntamente com os presidentes do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Paraguai, de uma videoconferência extraordinária para celebrar a entrada em vigor provisória, nesta sexta-feira, do acordo comercial UE-Mercosul.
A aplicação provisória ocorre após a decisão do Conselho, em janeiro de 2026, de autorizar a Comissão a aplicar provisoriamente o acordo a partir da data da primeira ratificação por um país do Mercosul, em 27 de fevereiro.
A partir de 1º de maio, serão eliminadas ou significativamente reduzidas as tarifas sobre algumas das principais exportações europeias, como automóveis, medicamentos, vinho, bebidas alcoólicas e azeite de oliva. No total, o tratado terá efeitos sobre mais de 91% das mercadorias europeias exportadas para a região do Mercosul.
A Comissão Europeia prevê que as exportações do setor agroalimentar para o Mercosul cresçam 50%, e a partir desta quinta-feira entram em vigor os primeiros contingentes e reduções tarifárias.
“Juntos, enviamos uma mensagem poderosa ao mundo: que a abertura e a colaboração geram prosperidade para todos”, declarou Von der Leyen nas redes sociais antes de iniciar a videoconferência para celebrar um acordo, continuou Costa, no qual “todos ganham”.
“Isso é mais do que um acordo comercial”, afirmou o presidente do Conselho Europeu, “é uma aliança que reflete nossa visão compartilhada do mundo”.
“Juntos, nossa voz ressoará com mais força. Um sistema multilateral sólido repousa sobre acordos como este, em que todos ganham e que se baseiam em normas, valores e interesses comuns”, acrescentou durante a chamada com Luiz Inácio Lula da Silva, Javier Milei, Yamandú Orsi e Santiago Peña.
O presidente Lula destacou que este é um “dia importante” para o multilateralismo, após “mais de duas décadas de negociação” de um acordo que reúne cerca de trinta países, que somam, no total, 720 milhões de habitantes e um PIB de 22 trilhões de dólares.
“Isso vai gerar emprego, renda e desenvolvimento para os dois blocos. No Brasil, teremos novas oportunidades para nossos setores produtivos. Mais comércio, mais investimento e mais presença brasileira no mundo”, reagiu Lula em suas redes sociais.
Em termos semelhantes, manifestou-se seu homólogo paraguaio, que destacou que o acordo entre a UE e o Mercosul entra em vigor após décadas em que “parecia inatingível” e, com ele, chega “a promessa real de mais trabalho, mais mercados e mais oportunidades”.
"Para o Paraguai, este acordo é uma ferramenta para crescer, atrair investimentos e fortalecer nossas micro, pequenas e médias empresas", comemorou Peña.
Pouco antes, o comissário europeu para o Comércio e a Segurança Econômica, Maros Sefcovic, considerou que “chegou a hora de colocarmos a mão na massa e colhermos os frutos deste acordo histórico”.
“Este acordo, juntamente com os diversos acordos que concluímos recentemente e que estamos preparando, terá um impacto real na economia da UE e em sua competitividade global”, acrescentou.
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