Publicado 13/04/2026 09:39

Bruxelas apresentará aos líderes, na próxima semana, medidas para conter os preços da energia

Propõe coordenar reservas e flexibilizar auxílios estatais após o gasto com importações disparar em 22 bilhões devido à guerra

Archivo - Arquivo - 6 de outubro de 2022, República Tcheca, Praga: A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chega para uma foto em grupo com chefes de Estado e de governo de 44 países no Castelo de Praga, durante a Comunidade Política Euro
Alistair Grant/PA Wire/dpa - Arquivo

BRUXELAS, 13 abr. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que apresentará aos líderes, na próxima semana, novas medidas para conter o impacto do aumento dos preços da energia, com um primeiro pacote centrado na coordenação das reservas de gás e petróleo, um quadro mais flexível de auxílios estatais e ajustes já em andamento no mercado de carbono.

Foi o que ela afirmou em coletiva de imprensa após a reunião do Colégio de Comissários nesta segunda-feira em Bruxelas, na qual foram debatidas uma série de iniciativas que serão apresentadas aos chefes de Estado e de Governo em uma comunicação prévia ao Conselho Europeu informal, a ser realizado na quinta-feira, 23, e na sexta-feira, 24 de abril, em Nicósia (Chipre).

“Desde o início do conflito, há 44 dias, nossa conta com importações de combustíveis fósseis aumentou em mais de 22 bilhões de dólares. Isso mostra o enorme impacto que esta crise tem sobre nossa economia. Mesmo que as hostilidades cessassem imediatamente, a interrupção do abastecimento energético proveniente do Golfo persistirá por algum tempo”, destacou.

Entre as medidas mais imediatas para amenizar os efeitos da crise, a chefe do Executivo comunitário destacou a coordenação em escala europeia do abastecimento das reservas de gás, com o objetivo de evitar que vários Estados-Membros recorram ao mercado simultaneamente e acabem competindo entre si.

A esta iniciativa somar-se-á também uma ação concertada para a liberação de reservas estratégicas de petróleo com o objetivo de “alcançar o maior efeito possível”, bem como a garantia de que as respostas nacionais de emergência não distorçam o funcionamento do mercado único.

Paralelamente, Bruxelas prevê orientar os governos sobre boas práticas para a elaboração de esquemas de apoio à renda, com auxílios que, segundo insistiu, devem ser “específicos, rápidos e temporários”, concentrados em famílias vulneráveis e setores especialmente afetados pelo aumento dos preços.

“Já nesta semana consultaremos os Estados-Membros sobre normas mais flexíveis de auxílios estatais. Isso dará mais margem para apoiar os setores mais expostos. Meu objetivo é que esse quadro temporário de auxílios estatais seja adotado ainda este mês, para que possamos contá-lo em abril”, afirmou.

Por outro lado, a presidente da Comissão confirmou que o Executivo comunitário está trabalhando em novas propostas sobre os diferentes componentes da conta de energia elétrica, em particular os custos de rede e os impostos.

Nesse sentido, a chefe do Executivo comunitário defendeu os ajustes já propostos no sistema de comércio de emissões (ETS) para reforçar a estabilidade dos preços, em particular por meio de mudanças na reserva de estabilidade do mercado, com o objetivo de melhorar a previsibilidade sem alterar o sinal de preços.

Além disso, ela antecipou que a Comissão consultará em breve os Estados-Membros sobre a atualização dos parâmetros do sistema e confirmou que a revisão completa do mercado de carbono será apresentada em julho, em conformidade com o calendário já previsto por Bruxelas.

Paralelamente, Von der Leyen destacou a necessidade de agir também sobre a demanda energética, com medidas voltadas para melhorar a eficiência e reduzir o consumo, especialmente em áreas como a renovação de edifícios ou a modernização de equipamentos industriais.

Além das medidas de curto prazo, a chanceler alemã alertou que a atual crise volta a evidenciar a elevada dependência da União Europeia dos combustíveis fósseis, um fator que, segundo ela reconheceu, continuará a ter um alto custo econômico nos próximos anos.

Nesse contexto, ela defendeu a aceleração da implantação de energias renováveis e nuclear como forma de reforçar a autonomia energética do bloco, bem como avançar na eletrificação da economia para reduzir a exposição a esse tipo de crise.

Por fim, a presidente da Comissão confirmou que Bruxelas apresentará sua estratégia de eletrificação antes do verão, com a qual pretende estabelecer novas metas e mobilizar investimentos públicos e privados para reforçar o sistema energético europeu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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