LUXEMBURGO 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O vice-chanceler e ministro interino da Economia da Alemanha, Robert Habeck, disse na segunda-feira que as declarações feitas neste fim de semana pelo magnata Elon Musk sobre a possibilidade de avançar em direção a um acordo de livre comércio entre a UE e os Estados Unidos após a guerra tarifária lançada por Donald Trump mostram, na verdade, que Washington está em uma posição "fraca" em relação à UE-27.
"Agir de forma clara e decisiva significa deixar claro que estamos em uma posição de força. Os Estados Unidos estão em uma posição de fraqueza, as declarações de Elon Musk mostram isso, que eles veem que se colocaram em uma posição de fraqueza", disse Habeck a repórteres em Luxemburgo, onde está sendo realizada uma reunião extraordinária dos ministros do comércio da UE.
O político alemão advertiu que, nesse contexto, é vital que a União Europeia permaneça "unida" em sua resposta à ofensiva tarifária da Casa Branca e, portanto, pediu que qualquer divisão seja evitada. "Isso significa que os países não devem tentar negociar suas próprias vantagens", enfatizou.
Habeck também pediu uma reação "calma e cuidadosa", mas também com "clareza e determinação", razão pela qual ele apoiou Bruxelas em sua dupla via de insistir em manter o diálogo com os Estados Unidos a fim de buscar uma solução negociada, mas sem deixar de preparar contramedidas que taxariam as importações dos EUA no mercado da UE.
Dessa forma, o ministro alemão apoia a preparação da lista de tarifas sobre produtos norte-americanos em resposta à primeira rodada de sobretaxas dos EUA sobre o aço e o alumínio europeus que Bruxelas planeja submeter à votação dos 27 na quarta-feira, para entrar em vigor em 15 de abril, com um impacto potencial de receita de 26 bilhões de euros.
Mas ele também apontou para setores em que a UE poderia visar outras medidas de retaliação nas próximas etapas do contra-ataque, por exemplo, com impostos sobre setores-chave para os Estados Unidos, como o farmacêutico, ou serviços digitais para afetar grandes empresas de tecnologia, como a França também propôs nos últimos dias.
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