Europa Press/Contacto/Ukraine Presidency/Ukrainian
Ele diz que os EUA ajudaram Putin a sair do "isolamento" e lembra que a Ucrnia é a vítima do conflito.
MADRID, 19 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrnia, Volodimir Zelenski, afirmou que seu homólogo norte-americano, Donald Trump, "vive em uma bolha de desinformao" que o teria levado a acreditar em certas teses difundidas pela Rússia, como o suposto índice mínimo de popularidade do presidente ucraniano.
Trump afirmou na tera-feira que Zelensky tem um índice de apoio de 4% e, em uma crítica sem precedentes, lembrou que a Ucrnia no realiza eleies presidenciais desde 2019, uma tese que a Rússia está usando para questionar a legitimidade da atual liderana política.
"Infelizmente, o presidente Trump, com todo o respeito, vive em um espao de desinformao", disse Zelenski, em uma coletiva de imprensa na qual descartou que os dados fornecidos pelo inquilino da Casa Branca sejam verdadeiros.
Nesse sentido, ele disse que "há muita informao" circulando e que "ela vem da Rússia" e anunciou a próxima divulgao de pesquisas sobre a imagem de diferentes líderes mundiais, incluindo o próprio Trump. No caso específico do governo ucraniano, ele apontou que a porcentagem é de cerca de 58%.
Zelenski pediu, de qualquer forma, que se concentre em questes tangíveis e, um dia após a reunio entre a Rússia e os Estados Unidos na Arábia Saudita, lamentou que a reunio no tenha discutido questes como prisioneiros de guerra ou o constante bombardeio russo.
O retorno de Trump Casa Branca significou, nas palavras de Zelenski, "tirar Putin de seu isolamento", algo que ele entende ser do interesse das autoridades russas, especialmente se houver "sinais" de que eles podem ser "considerados uma vítima".
No entanto, ele quis deixar claro que a Ucrnia é a vítima em tudo isso. "É a guerra de Putin contra nós. Todo mundo entende isso, mesmo aqueles que so leais Rússia", disse Zelenski, horas depois que Trump também sugeriu que o lado ucraniano poderia ter evitado o conflito.
O presidente ucraniano insistiu que quer "garantias de segurana" de seus parceiros e, em seguida, lembrou que a OTAN ainda está no horizonte, embora os russos "no queiram sequer que (a Ucrnia) mencione essa palavra". "Queremos garantias de segurana este ano. Queremos acabar com a guerra este ano", argumentou.
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