Publicado 14/02/2025 11:09

Von der Leyen pede a Trump que se una em prol de um bom acordo: "Uma Ucrânia fracassada também enfraqueceria os EUA".

Archivo - Arquivo - Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Claudio Centonze/European Commis / DPA - Arquivo

BRUXELAS 14 fev. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu nesta sexta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, união para chegar a um bom acordo sobre a Ucrânia, alertando que uma "Ucrânia fracassada enfraqueceria a Europa e os Estados Unidos".

"Deixe-me ser muito clara. Uma Ucrânia fracassada enfraqueceria a Europa, mas também enfraqueceria os Estados Unidos. Isso intensificaria os desafios no Indo-Pacífico e ameaçaria nossos interesses compartilhados", alertou a presidente da UE em seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, marcada pelo anúncio de Trump de iniciar negociações de paz com o presidente russo, Vladimir Putin.

Nesse contexto, ela insistiu em sua advertência a Washington que os líderes autoritários do mundo estão analisando atentamente "se há impunidade se você invadir seu vizinho e violar as fronteiras internacionais". Ou se há impedimentos reais. Eles estão nos observando e perguntando quais ações decidiremos tomar, e é por isso que é tão importante que façamos as coisas direito", argumentou.

Nesse ponto, ele pediu a Trump que "trabalhe em conjunto" para alcançar a paz na Ucrânia "por meio da força". "A Europa quer a paz por meio da força e o presidente Trump deixou claro que os Estados Unidos estão firmemente comprometidos com a paz por meio da força. Portanto, acredito que, trabalhando juntos, podemos alcançar essa paz justa e duradoura", disse ele.

A conservadora alemã pediu uma paz "justa e duradoura" nos termos da Ucrânia, que garantiria que os "horrores" dos últimos anos não se repetissem. Em contrapartida, ela indicou que cabe a Putin demonstrar seu real interesse em não prolongar a guerra e em mudar seus planos de "destruir" a Ucrânia.

GARANTIAS DE SEGURANÇA E ACELERAÇÃO DA ADESÃO À UE

Von der Leyen indicou que a UE tem pontos em comum com os Estados Unidos com relação a uma saída para o conflito, incluindo a necessidade de fornecer "sólidas garantias de segurança". Sem entrar em mais detalhes sobre esse assunto, ela indicou que a Europa deve "agir" de acordo com suas palavras "francas" e aumentar os gastos com defesa para "fazer mais" em termos de segurança europeia.

"Que não haja dúvidas. Acredito que, no que diz respeito à segurança europeia, a Europa precisa fazer mais. A Europa deve fazer mais. E, para isso, precisamos de um aumento nos gastos europeus com defesa", disse ele.

Juntamente com esse argumento, ele se comprometeu a "intensificar" o trabalho para "acelerar" o processo de adesão da Ucrânia ao bloco, algo que, em última análise, depende dos 27. "Já fizemos progressos significativos, mas agora é hora de mover montanhas", argumentou.

O chefe do executivo europeu quis defender o fato de que, em um momento de mudança na Ucrânia, a Europa vai "se adaptar", "dar um passo à frente" e "fazer a diferença imediatamente".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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