Publicado 17/02/2025 10:57

Von der Leyen pede maior defesa no "momento decisivo" da segurança europeia

9 de fevereiro de 2025, Vilnius, Lituânia: A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, faz um pronunciamento no palácio presidencial em Vilnius, Lituânia Cerimônias oficiais que marcaram o Dia da Independência Energética do Báltico ocorreram
Europa Press/Contacto/Yauhen Yerchak

BRUXELAS 17 fev. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, insistiu nesta segunda-feira que a União Europeia deve aumentar a defesa e ter uma mentalidade de emergência em termos de segurança continental, antes de uma reunião em Paris com outros líderes continentais.

A cúpula de emergência, convocada por iniciativa do presidente francês Emmanuel Macron, vem em resposta ao progresso dos esforços diplomáticos iniciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, com a Rússia para um cessar-fogo na Ucrânia, sem ucranianos e europeus em princípio.

Em uma mensagem nas mídias sociais, Von der Leyen descreveu as trocas em Paris com os líderes da França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Polônia, Holanda, Espanha e Dinamarca como "conversas cruciais". A reunião também contará com a presença do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte.

O conservador alemão destacou a importância da reunião, indicando que a segurança da Europa "está em um ponto de inflexão" e que o futuro das negociações de paz na Ucrânia afeta não apenas Kiev, mas também a UE.

"Precisamos de uma mentalidade de urgência. Precisamos de um aumento na defesa. E precisamos de ambos agora", enfatizou a líder do executivo europeu em uma mensagem ao chegar à França para participar da cúpula convocada por Macron como medida de emergência após os desentendimentos com os Estados Unidos na Conferência de Segurança de Munique, onde altos funcionários norte-americanos acusaram a UE e rejeitaram que os europeus tivessem assento nas negociações de paz na Ucrânia.

COSTA: "É O INÍCIO DO PROCESSO".

Por sua vez, o Presidente do Conselho, Antonio Costa, enfatizou que a reunião na França é o início do exercício da convergência europeia com vistas ao debate sobre a situação na Ucrânia e a realidade da segurança europeia.

"Este é o início de um processo que continuará com a participação de todos os parceiros comprometidos com a paz e a segurança na Europa", disse ele, reiterando que a UE e seus Estados-membros terão "um papel central" no processo.

A reunião de Paris busca um cerrar de fileiras europeu sobre o futuro da segurança na Europa após o rompimento em Munique, onde a conferência foi marcada pela aproximação entre Donald Trump e Vladimir Putin e sua intenção de iniciar negociações imediatas nas costas da UE e da Ucrânia.

De acordo com fontes da UE, a ideia da reunião de Paris é iniciar um período de consultas entre os líderes europeus sobre a situação na Ucrânia e as questões de segurança europeia, uma conversa que continuará em outros formatos "com o objetivo de aproximar todos os parceiros interessados na paz e na segurança na Europa".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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