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MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS) -
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos anunciou nesta sexta-feira a descoberta de uma vala comum nos arredores da capital síria, Damasco, com os restos mortais de cerca de mil pessoas mortas nas prisões do antigo regime de Bashar al-Assad, que fugiu em 8 de dezembro para a Rússia diante dos avanços de grupos jihadistas e rebeldes.
A agência sediada em Londres, com informantes no país, diz que as pessoas cujos corpos foram encontrados na cova teriam morrido de tortura após serem detidas no Aeroporto Militar de Meze, conhecido como um dos principais centros de detenção do regime de al-Assad na região.
A esse respeito, o Centro de Justiça e Responsabilidade na Síria destaca em seu site que o aeroporto militar tornou-se "parte integrante do sistema de desaparecimentos forçados que o governo de Al Assad expandiu após 2011", em referência à eclosão da guerra civil no país.
A organização enfatiza que as mortes de detentos "ocorriam regularmente" nas instalações e calcula o número de mortes nas celas em cerca de 1.000 como resultado de "tortura e condições de vida precárias sob custódia". O relatório acrescenta que "centenas, se não milhares, de pessoas teriam sido executadas".
O Observatório declarou em seu site que, desde a queda do regime de Al Assad, 22 valas comuns foram encontradas no país, contendo os restos mortais de cerca de 2.700 pessoas.
O diretor do órgão, Osama Suleiman, conhecido como Rami Abdulrahman, disse na terça-feira que as valas comuns que estão sendo localizadas "são apenas uma pequena parte do passado sírio". "Há sepulturas que ainda não foram descobertas", ressaltou, antes de enfatizar que "os corpos de cerca de 50 mil mártires que morreram em centros de detenção do antigo regime ou que foram mortos em postos de controle das forças do regime não foram encontrados ou estão enterrados em um local desconhecido".
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