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MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -
"Vejamos, o que você prefere: US$ 0,01 cada vez que respira ou US$ 0,10 cada vez que pisca os olhos? Com essa pergunta, Adrián García, físico com mestrado em física interdisciplinar e sistemas complexos, inicia um de seus vídeos mais populares nas redes sociais, onde é conhecido como @elfisicobarbudo por seu trabalho informativo.
Esse dilema não é novo. Seis anos atrás, ele gerou um grande debate no fórum do Reddit, onde o usuário @lowkeylight contribuiu com dados interessantes sobre o assunto. Recentemente, Adrian Garcia revisitou a questão e, ao analisar os cálculos, descobriu que seus resultados coincidiam até certo ponto com os do usuário do fórum.
CÁLCULOS DA EXPLICAÇÃO
O dilema levanta a questão: qual opção é mais lucrativa, ganhar US$ 0,01 por respiração ou US$ 0,10 por piscar de olhos? À primeira vista, a escolha parece fácil, mas ao analisar a frequência de ambos os atos, a comparação se torna mais complicada. Enquanto o piscar de olhos é mais rápido e mais frequente durante o dia, a respiração continua mesmo durante o sono, o que acrescenta um fator importante à equação.
Então, o que é mais lucrativo?
Para resolver a questão, o físico analisa a frequência com que realizamos cada ação durante o dia. O adulto médio respira entre 17.280 e 28.800 vezes por dia, o resultado da multiplicação da taxa média de respiração (12 a 20 vezes por minuto) pelos 1.440 minutos do dia.
Quanto ao piscar de olhos, o cálculo é diferente, pois isso só ocorre quando estamos acordados. Em média, uma pessoa pisca entre 15 e 20 vezes por minuto, o que, considerando um descanso de oito horas por dia, dá um total de aproximadamente 14.400 a 19.200 piscadas por dia. O curioso, como aponta o especialista, é que ambos os valores estão na mesma ordem de grandeza, o que torna a comparação ainda mais interessante.
QUAL OPÇÃO É MAIS ECONÔMICA?
Se forem escolhidos valores intermediários para ambos os casos e sem trapaça, o resultado é claro: piscar é muito mais lucrativo. A opção de ganhar US$ 0,10 por piscada geraria mais de US$ 600.000 por ano, enquanto a opção de ganhar US$ 0,01 por respiração geraria aproximadamente US$ 84.000 por ano.
A diferença entre os dois valores é notável. Na verdade, o físico conclui que, para que a respiração fosse a opção mais lucrativa, seriam necessárias mais de 20 horas de sono por dia, o que, ele brinca, "não parece tão ruim".
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