MADRID 22 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Equador e da União Europeia assinaram nesta sexta-feira um memorando de entendimento para fortalecer sua cooperação em matéria de segurança, que prevê um orçamento de 2,1 milhões de euros para "atividades-chave" de "treinamento, melhorias tecnológicas e visitas a centros internacionais de referência", entre outras.
"Em uma cerimônia realizada hoje na sede do Ministério das Relações Exteriores, o Equador e a União Europeia assinaram um Memorando de Entendimento para promover a coordenação interinstitucional em questões de segurança no país com o apoio de atores europeus. Esse acordo representa um passo significativo no fortalecimento das capacidades nacionais para enfrentar os desafios nessa área", disse o Ministério das Relações Exteriores do Equador em um comunicado.
O ministro das Relações Exteriores do país descreveu o acordo como um "marco fundamental" na luta contra o crime organizado transnacional.
A UE concordou que o acordo é "uma ponte de comunicação entre as instituições equatorianas e europeias" que permitirá que "os desafios do tráfico de drogas e do crime organizado" sejam enfrentados em conjunto.
"Esse projeto é um exemplo do compromisso abrangente da União Europeia e de seus Estados-Membros para lidar com problemas transnacionais e globais comuns. Buscamos e queremos um Equador mais seguro, com melhores ferramentas e maior capacidade para enfrentar os desafios de segurança que afetam a região e a UE", disse a embaixadora da UE no Equador, Jekaterina Dorodnova, segundo a mesma nota.
O projeto também prevê a realização de "esforços coordenados para otimizar as infraestruturas necessárias para sua implementação", com o objetivo de enfrentar os principais desafios de segurança não apenas no país, mas na região como um todo.
Em resumo, o memorando representa "a estrutura legal necessária para implementar a colaboração com várias instituições equatorianas, promovendo a cooperação e a eficiência em suas ações conjuntas".
Esse plano faz parte dos compromissos assumidos em dezembro passado no âmbito da IV Mesa Redonda Técnica sobre Questões de Segurança e, financiado pelo Instrumento de Política Externa (FPI) da União Europeia, será implementado pela Expertise France.
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