Europa Press/Contacto/Lev Radin
BRUXELAS 25 fev. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia ressaltou nesta terça-feira que o bloco europeu e os Estados Unidos continuam tendo um "interesse comum" em alcançar uma paz "justa e duradoura" na Ucrânia e defendeu o trabalho conjunto como "aliados", apesar do confronto na Assembleia Geral das Nações Unidas, onde Washington reverteu sua posição e ficou ao lado da Rússia contra uma resolução sobre o terceiro aniversário da invasão da Ucrânia.
"Está claro que a União Europeia e os Estados Unidos têm um interesse comum em alcançar uma paz justa e duradoura na Ucrânia. Devemos trabalhar juntos para alcançar essa paz", disse a porta-voz de relações exteriores da UE, Anitta Hipper, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, quando questionada sobre o confronto na Assembleia Geral da ONU.
Ao mesmo tempo, a porta-voz-chefe adjunta, Arianna Podesta, reiterou a mensagem da presidente da UE, Ursula von der Leyen, para manter a "solidariedade transatlântica" com Kiev e para que a UE continue trabalhando com Washington como "aliados" com "fortes laços".
Na segunda-feira, a Assembleia Geral da ONU adotou um texto apresentado pela Ucrânia e por outros países europeus, do qual os Estados Unidos, juntamente com a Rússia, votaram contra. A resolução denunciava a agressão russa e mantinha a exigência de que as tropas russas se retirassem "imediata, completa e incondicionalmente" do território ucraniano, reafirmando o compromisso com a "soberania, independência, unidade e integridade territorial do país".
Posteriormente, os EUA levaram uma resolução ao Conselho de Segurança, que foi aprovada com dez votos a favor - incluindo Rússia e China -, nenhum voto contra e cinco abstenções - Reino Unido, França, Dinamarca, Grécia e Eslovênia. Essa é a primeira vez que o órgão da ONU encarregado de manter a paz e a segurança no mundo chega a uma decisão conjunta sobre o conflito na Ucrânia.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático