Publicado 13/02/2025 12:24

A UE adverte que um acordo sem europeus e ucranianos fracassará: "Um acordo rápido é um acordo ruim".

HANDOUT - 05 de fevereiro de 2025, Bélgica, Bruxelas: A vice-presidente da Comissão da UE, Kaja Kallas, chega à reunião semanal da Comissão da UE em Bruxelas. Foto: Lukasz Kobus/Comissão da UE/dpa - ATENÇÃO: uso editorial apenas e somente se o crédito men
Lukasz Kobus/EU Commission/dpa

BRUXELAS 13 fev. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia advertiu nesta quinta-feira que qualquer acordo para acabar com a guerra na Ucrânia que seja feito pelas costas de europeus e ucranianos fracassará, alertando que "um acordo rápido" é "um mau acordo" e criticando as concessões dos Estados Unidos à Rússia antes de se sentar para negociar.

Falando aos repórteres à margem da reunião dos ministros da defesa aliados em Bruxelas, a Alta Representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, insistiu que os telefonemas de Donald Trump ao presidente russo Vladimir Putin, "não pararam a guerra" e criticou as concessões feitas pela Casa Branca antes mesmo de se sentar para negociar com o Kremlin, depois que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que o governo Trump não acredita que algumas das exigências da Ucrânia, como a adesão à OTAN ou o retorno às fronteiras de 2014, sejam "realistas".

"Não devemos tirar nada da mesa antes mesmo de as negociações começarem, porque isso faz o jogo da Rússia e é isso que eles querem", argumentou o chefe da diplomacia europeia, acrescentando que o "apaziguamento" é uma tática que "nunca funcionou" com Moscou.

Dada a urgência de Trump em lançar um processo de paz iminente, Kallas declarou que "qualquer acordo rápido é um mau negócio". "Não vai funcionar. Não vai parar a morte e a guerra", disse o ex-primeiro-ministro da Estônia, enfatizando que a Europa está do lado da Ucrânia e precisa manter o apoio neste momento.

Dessa forma, ela insistiu que um acordo "pelas costas" dos europeus não funcionará porque são precisamente os europeus e os ucranianos que precisam implementar o cessar-fogo no terreno.

Com relação à decisão de Washington de descartar a adesão da Ucrânia à OTAN, a chefe da diplomacia europeia enfatizou que a adesão à aliança atlântica é a "garantia mais forte e barata de segurança". Por esse motivo, ela indicou que uma alternativa de segurança à OTAN deve ser respondida "por todos nós".

NÃO HÁ NEGOCIAÇÕES CONFIÁVEIS SEM A UCRÂNIA E A UE

O Presidente do Conselho, Antonio Costa, se expressou da mesma forma, insistindo que a paz na Ucrânia e a segurança da Europa "são inseparáveis" e enfatizou que "não haverá negociações confiáveis e bem-sucedidas, nem paz duradoura, sem a Ucrânia e sem a UE".

Costa enfatizou que a paz na Ucrânia não deve ser um simples cessar-fogo, mas deve garantir que a Rússia deixe de ser uma ameaça para a Ucrânia e para a Europa.

Da mesma forma, a porta-voz-chefe da Comissão Europeia, Paula Pinho, disse que nenhum acordo sobre a Ucrânia pode ser alcançado sem a participação da Ucrânia. "Sabemos que qualquer paz justa e duradoura tem que incluir a Ucrânia na mesa de negociações", disse a porta-voz de Ursula von der Leyen.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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