Europa Press/Contacto/Francis Chung - Pool via CNP
Putin está disposto a aceitar forças de paz na Ucrânia, diz Trump
MADRID, 24 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, "quer acabar com esta guerra" e que o fim dos combates poderia ser alcançado "em questão de semanas".
O líder norte-americano explicou que Putin estaria disposto a aceitar o envio de forças de paz europeias e "talvez" pudesse até devolver parte dos territórios que controla atualmente, embora tenha advertido que "não será fácil".
A imprensa perguntou a Trump, em particular, se Putin aceitaria as forças de paz europeias na Ucrânia. "Sim, ele aceitaria. Eu já perguntei a ele", explicou no Salão Oval da Casa Branca, onde se reuniu com o presidente francês Emmanuel Macron.
"As tropas poderiam ir para a Ucrânia como forças de paz, para que, quando houver um acordo, elas possam monitorar se tudo está sendo feito corretamente. Não acho que isso será um problema", argumentou ele.
Mais tarde, em uma coletiva de imprensa formal com Macron, Trump lembrou que "antes de eu chegar não havia comunicação com a Rússia e a Rússia não respondia às ligações". "Quando cheguei, uma das primeiras ligações que fiz foi para Putin e ele a fez com muito respeito. Eles querem acabar com essa guerra", disse ele. Trump também quer que "essa guerra acabe", seja por meio de um cessar-fogo ou de um acordo direto.
O acordo deve ocorrer "o mais rápido possível". "O objetivo de nossa reunião hoje é acabar com outra batalha, uma batalha verdadeiramente horrível, algo que não vemos desde a Segunda Guerra Mundial", argumentou. "É hora de restaurar a paz e acredito que vamos fazer isso (...). Tivemos ótimos contatos, inclusive com a Rússia", disse ele.
Trump também se referiu à questão dos territórios ocupados pela Rússia. "Sim, acho que sim. Talvez" ele possa recuperar territórios, disse Trump em resposta a outra pergunta. "Espero que sim. Vamos conversar sobre isso", acrescentou, referindo-se ao líder francês.
Nos três anos da ofensiva militar aberta da Rússia na Ucrânia, o país perdeu cerca de 11% de seu território, de acordo com as últimas análises.
Por sua vez, Macron argumentou que "estamos prontos para nos engajar". "Muitos de meus colegas europeus estão prontos para participar", acrescentou, embora tenha acrescentado que o objetivo é "primeiro obter algo que possa ser avaliado, checado e verificado". "Temos que ter certeza de que há garantias suficientes em curto prazo.
Nesse sentido, o líder francês considera que "precisamos do apoio dos Estados Unidos porque ele contribui para a credibilidade das garantias de segurança, que é a nossa capacidade de dissuasão coletiva". Ele acredita que os Estados Unidos e a Europa devem "compartilhar responsabilidades" pelo objetivo final, que é "um acordo rápido, mas não um acordo frágil".
Macron, que tem demonstrado um ótimo relacionamento com Trump, ressaltou que em seu diálogo com Trump "conseguimos dar passos substanciais para frente", embora tenha esclarecido que o acordo não deve ser "uma rendição" para a Ucrânia. "Essa paz não deve significar uma rendição da Ucrânia ou um cessar-fogo sem garantias. Ela deve permitir que a Ucrânia mantenha sua soberania e negocie com outros atores sobre questões que a afetam", acrescentou.
GASTOS NA UCRÂNIA
Durante a coletiva de imprensa, Trump mencionou novamente que os EUA gastaram muito mais para ajudar a Ucrânia do que a Europa, uma afirmação que tem sido repetidamente contestada.
Especificamente, Trump afirma que "gastamos mais de US$ 300 bilhões (ueros) e a Europa gastou cerca de US$ 100 bilhões". "É uma diferença significativa e teremos que igualá-la em algum momento", disse ele.
Trump fez uma declaração semelhante durante a reunião com Macron e a imprensa no Salão Oval da Casa Branca, onde Macron o interrompeu agarrando seu braço.
"Não. Na verdade, para ser franco, financiamos 60% de todos os gastos e isso foi feito com empréstimos e garantias, como os Estados Unidos, e também fornecemos dinheiro de verdade", argumentou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático