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MADRID 14 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades ucranianas negaram nesta quinta-feira que estarão presentes em uma reunião tripartite com as delegações dos Estados Unidos e da Rússia em Munique, onde será realizada neste fim de semana uma conferência internacional sobre segurança, depois que o inquilino da Casa Branca, Donald Trump, afirmou que os representantes dos dois países se reuniriam na cidade alemã.
Dmytro Lytvyn, conselheiro do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, confirmou à agência de notícias UNIAN que "não são esperadas conversas com os russos em Munique": "A posição ucraniana não mudou. A Ucrânia deve primeiro conversar com os EUA. A Europa deve estar envolvida em qualquer conversa séria em prol de uma paz real e duradoura. E somente uma posição comum acordada deve estar sobre a mesa para conversas com os russos (...) Não há nada sobre a mesa no momento".
No entanto, de acordo com a agência de notícias ucraniana, Zelenski ainda está programado para se reunir com o "número dois" do governo dos EUA, J.D. Vance, nos bastidores da conferência de segurança.
Essas declarações foram feitas depois que o magnata de Nova York anunciou que as autoridades americanas e russas se reunirão em Munique na sexta-feira. "A Rússia estará lá com nosso pessoal. A propósito, a Ucrânia também foi convidada. Não tenho certeza de quem exatamente estará lá de cada país, mas pessoas de alto nível da Rússia, da Ucrânia e dos Estados Unidos", disse ele.
O republicano também garantiu que Zelenski e seu homólogo russo, Vladimir Putin, querem "chegar a um acordo" para acabar com o conflito desencadeado após a invasão russa da Ucrânia no início de 2022.
"Então, acho que vamos conseguir fazer alguma coisa. Estamos trabalhando com Zelenski e com Putin. E minha impressão é que eles, eu sei que Zelenski quer fazer um acordo e eu também sinto que Putin quer fazer um acordo", disse ele a repórteres em uma coletiva de imprensa relatada pela emissora americana CNN.
Ele também indicou que as autoridades ucranianas teriam um lugar na mesa de negociações. "Teríamos a Ucrânia e a Rússia, e também outras pessoas envolvidas (...) a guerra na Ucrânia precisa acabar", disse ele.
O secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio, reafirmou "o compromisso dos Estados Unidos com a independência ucraniana e a estabilidade" na Ucrânia e na região em uma ligação telefônica com seu colega ucraniano Andrii Sybiha na quinta-feira.
"Eles discutiram a necessidade de uma diplomacia ousada para acabar com a guerra de uma forma negociada que leve a uma paz sustentável", diz um comunicado emitido pela pasta diplomática dos EUA.
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