Europa Press/Contacto/Samuel Corum - Pool via CNP
MADRID 24 fev. (EUROPA PRESS) -
A Casa Branca destacou nesta segunda-feira a "vitória" da decisão do juiz federal Trevor McFadden que permite que a Presidência continue vetando a equipe da agência de notícias The Associated Press de eventos no Salão Oval ou no avião presidencial, o 'Air Force One'.
"Como dissemos desde o início, questionar o presidente dos Estados Unidos no Salão Oval ou no Air Force One é um privilégio dado à imprensa, não um direito legal", disse a Casa Branca.
"Continuamos com nossa determinação de responsabilizar as notícias falsas por suas mentiras. O presidente Trump continuará a dar um nível de acesso sem precedentes à mídia na Casa Branca, inclusive no Salão Oval. Esta é a administração mais transparente da história", argumentou.
Nesta segunda-feira, McFadden, nomeado pelo próprio Trump, decidiu contra o recurso apresentado contra a proibição de acesso de certos jornalistas a espaços como o Salão Oval ou o 'Air Force One', em represália por se recusarem a usar o termo Gulf of America para se referir ao Golfo do México em seu popular livro de estilo.
De acordo com o juiz, a AP não foi capaz de demonstrar os méritos de sua reivindicação e pediu para estudar o caso mais a fundo, considerando "o que está em jogo" para ambas as partes, e convocou uma sessão preliminar para 20 de março.
Até lá, a capacidade da presidência de vetar jornalistas da AP, cujo livro de estilo é usado por veículos de mídia de todo o país como ferramenta de trabalho, continua em vigor.
A AP alegou que, desde 11 de fevereiro, tem sido submetida a um "ataque direcionado" à sua independência editorial, impedindo que seus repórteres façam reportagens adequadas sobre o presidente, como tem feito há mais de um século, de acordo com a apresentação da agência.
"É uma tentativa de forçar uma mudança na forma como reportamos", argumentou o advogado da AP, Charles Tobin. Os fotógrafos da AP também foram barrados posteriormente e os jornalistas foram proibidos de participar de outros eventos abertos. "Eles parecem continuar apertando", lamentou Tobin.
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