Europa Press/Contacto/Vincent Isore - Arquivo
MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) -
O Senado francês aprovou na terça-feira um projeto de lei apresentado pelo Partido Republicano conservador que proíbe o uso de símbolos religiosos durante competições esportivas, uma medida que visa proibir o uso do lenço na cabeça.
O texto, apresentado pelo senador conservador de Isère Michel Savin, foi aprovado com 210 votos a favor e 81 contra e propõe a proibição de qualquer símbolo ou vestimenta "política ou religiosa" durante competições regionais e nacionais organizadas por federações esportivas, segundo o 'Le Figaro'.
A iniciativa, que agora terá de ser votada na Assembleia Nacional, foi questionada pelo senador socialista Patrick Kanner, que disse que ela apenas alimenta "estereótipos" e a "narrativa antimuçulmana". Por sua vez, a ambientalista Mathilde Ollivier enfatizou que se trata de um "ataque frontal" às mulheres muçulmanas que busca "excluí-las" do esporte.
O governo de Emmanuel Macron reforçou os controles sobre as associações muçulmanas e promoveu uma série de medidas para regular a atividade dos imãs na França, medidas controversas que despertaram a rejeição de parte da população.
O governo já proibiu a abaya nas escolas em agosto de 2023, uma vestimenta feminina usada por mulheres muçulmanas, equiparando-a a qualquer símbolo religioso e apelando para a lei que garante o secularismo no sistema educacional.
O anúncio provocou uma série de protestos em todo o país por parte de associações de direitos humanos, acusando o presidente francês de islamofobia, embora o governo tenha enquadrado esse tipo de decisão como parte da luta contra o Islã radical no país.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático