MADRID 14 fev. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Médicos de Atenção Primária (SEMERGEN) considera que o novo Estatuto Marco do pessoal de saúde do Sistema Nacional de Saúde, que está sendo negociado atualmente, deve reconhecer "o fato diferencial que distingue a profissão médica", levando em conta "as características específicas da formação em Medicina, bem como a responsabilidade e o papel essencial na tomada de decisões clínicas".
O Conselho de Administração da SEMERGEN se reuniu para tratar da situação atual do projeto de Estatuto Quadro. Sobre esse ponto, a Sociedade destaca o "papel fundamental e insubstituível" dos médicos de família dentro das equipes de trabalho, que "assumem a maior responsabilidade em todos os processos de saúde".
"Esta responsabilidade profissional e legal que assumimos no exercício das nossas funções, juntamente com a nossa exigente e extensa formação contínua em competências-chave, deve traduzir-se no reconhecimento da liderança dos médicos nas equipes, em linha com o que tem sido estabelecido pela jurisprudência em múltiplos acórdãos", assinalam no comunicado.
Da mesma forma, a SEMERGEN considera que esse reconhecimento não apenas representaria uma valorização do trabalho e da dedicação dos profissionais médicos, mas "também contribuiria significativamente para a atração e retenção de talentos, especialmente entre as novas gerações de médicos, cuja incorporação é essencial para garantir a substituição de gerações e a sustentabilidade do sistema de saúde".
A Sociedade insiste que a ausência de "reconhecimento adequado do esforço, somado à dedicação e à responsabilidade envolvidas na prática médica, ao treinamento extensivo e ao alto nível de exigência requerido pela profissão" poderia ter um "efeito desmotivador" sobre as novas gerações.
"A falta de incentivo comprometeria não apenas a atração de novos profissionais, mas também a continuidade e a excelência do sistema de saúde, afetando a qualidade e a sustentabilidade da assistência médica no longo prazo", explica SEMERGEN.
Por tudo isso, a Sociedade afirma que essas razões justificam a necessidade de uma regulamentação específica da profissão médica que leve em conta sua situação excepcional.
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