Publicado 21/02/2025 07:02

SATSE denuncia a diferena salarial de gnero sofrida por enfermeiros e fisioterapeutas

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MADRID 21 fev. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato de Enfermagem (SATSE) denunciou que, "apesar de receberem teoricamente os mesmos salários que seus colegas", as enfermeiras e fisioterapeutas sofrem uma "diferena salarial" que perpetua "uma clara discriminao de gnero".

Por ocasio do Dia da Igualdade Salarial, comemorado em 22 de fevereiro, o SATSE destacou a diferena salarial sofrida pelas enfermeiras e fisioterapeutas, profissionais que so predominantemente do sexo feminino (85,5% e 61%, respectivamente).

Para o sindicato, esse é um problema "desconhecido" por uma parte da sociedade, mas que "ainda no foi enfrentado pelas administraes públicas com aes e medidas realistas e eficazes".

O sindicato ressalta que a desigualdade salarial ocorre no apenas quando homens e mulheres no recebem o mesmo salário mensal por um trabalho de igual valor, mas também "quando diferentes fatores e causas fazem com que suas remuneraes de curto, médio e longo prazo sejam mais ou menos diferentes".

"Esse é o caso das mulheres enfermeiras e fisioterapeutas por motivos relacionados a cuidados com a família e equilíbrio entre vida pessoal e profissional e acesso a cargos de liderana e gerncia. A isso se soma, para todo o grupo, a permanncia em uma classificao profissional que no lhes corresponde", explica a organizao sindical.

MAIS CORTES NAS HORAS DE TRABALHO

O SATSE lembra que, de acordo com dados oficiais, as mulheres "reduzem mais" sua jornada de trabalho para poder atender a situaes relacionadas sua vida pessoal e familiar: "Elas também solicitam mais dias de licena para cuidar dos filhos ou de membros da família", ressalta o sindicato.

Assim, a organizao insiste que os enfermeiros e fisioterapeutas "sofrem dificuldades especiais para conciliar o trabalho e a vida pessoal" devido s condies de assistncia médica e trabalho em turnos.

"Uma realidade que provoca um maior uso de horários de trabalho a tempo parcial e interrupes mais frequentes na sua atividade profissional, fatores, entre outros, que influenciam o fato de estas profissionais terem uma vida profissional mais curta do que os homens", sublinha a organizao.

A esse respeito, o sindicato destaca que, além de levar a uma carreira profissional "menos bem remunerada", essa realidade tem um impacto negativo em suas perspectivas de desenvolvimento e promoo profissional, bem como no recebimento de remuneraes futuras, como o recebimento de uma penso de aposentadoria.

MENOS CARGOS DE RESPONSABILIDADE

O SATSE também aponta que os enfermeiros e fisioterapeutas sofrem com a diferena salarial porque "tm muito menos acesso a cargos de gerncia e liderana". No caso das enfermeiras, o sindicato lembra um estudo recente do Ministério da Saúde, que conclui que, embora seu número seja cerca de seis vezes maior, as enfermeiras ocupam menos cargos de responsabilidade (3,4%) do que os homens (4,8%).

Outro fator destacado pela SATSE é a permanncia de enfermeiras e fisioterapeutas no subgrupo A2 da classificao profissional da administrao pública. "O fato de ainda no estarem incluídos no subgrupo A1, como deveriam estar devido sua formao, qualificaes e competncias, leva a um menor reconhecimento salarial", aponta o SATSE.

Por fim, o sindicato ressalta ainda que a Enfermagem e a Fisioterapia, por serem femininas, também so afetadas pela segregao horizontal do mercado de trabalho. "O problema inerente é que existe uma correlao direta entre setores feminizados e piores condies de trabalho (alta temporalidade, emprego em tempo parcial, salários e benefícios econmicos mais baixos), algo que no ocorre nos campos de trabalho eminentemente masculinos", conclui o SATSE.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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