MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -
O Sindicato dos Enfermeiros, SATSE, denunciou as "múltiplas barreiras" que os enfermeiros e fisioterapeutas sofrem para poder realizar pesquisas para melhorar o atendimento e a atenção de seus pacientes, e que muitas vezes se traduzem em falta de tempo, apoio, recursos, visibilidade e reconhecimento.
"Ainda há uma clara falta de apoio e sensibilidade em relação ao trabalho de pesquisa que realizamos. Algumas pessoas ainda nos veem como assistentes técnicos. Os cuidados devem sempre se basear em evidências científicas e, para isso, devem ser gerados com tempo, recursos e o apoio de todos os níveis do sistema de saúde", disse SATSE, por ocasião do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência.
O sindicato também destacou que tanto os enfermeiros quanto os fisioterapeutas interessados em pesquisa devem dedicar seu tempo livre e até mesmo seus próprios recursos econômicos, tudo isso por causa dos obstáculos colocados pela administração e pelos serviços de saúde, que "sempre priorizam" as necessidades do serviço e o trabalho de atendimento dos mesmos.
Nem os enfermeiros nem os fisioterapeutas são "reconhecidos pelo tempo e pelo esforço" envolvidos nesse trabalho de pesquisa, que muitas vezes ocorre "em pé de igualdade" com sua jornada de trabalho; além disso, há uma "carga burocrática excessiva" por parte das administrações, que também têm uma falta de "cultura" para incentivar e promover esse tipo de pesquisa, o que muitas vezes leva à "desmotivação" e ao "desânimo".
É por isso que a SATSE exigiu um maior reconhecimento da contribuição da pesquisa de ambas as profissões na comunidade científica e de saúde, bem como uma maior divulgação e visibilidade de seus trabalhos e publicações por parte das administrações públicas e de outras instituições, lamentando que haja até mesmo casos em que há pesquisas nas quais a participação de enfermeiros e fisioterapeutas é desconhecida.
A organização sindical enfatizou que o desenvolvimento e a atualização de protocolos, metodologias de trabalho, guias e outras "muitas ações" dependem do trabalho de pesquisa dessas duas profissões de saúde, e solicitou a criação de uma categoria profissional específica como pesquisador multidisciplinar em saúde, o que permitiria que enfermeiros e fisioterapeutas qualificados obtivessem o reconhecimento de sua atividade.
"Não importa a partir de qual categoria de saúde ela é realizada, para que isso aconteça, sem dúvida, são necessários investimentos suficientes e condições de trabalho decentes para esse pessoal de pesquisa", concluiu o SATSE.
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