Iñaki Berasaluce - Europa Press
MURCIA 2 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo, Pedro Sánchez, assegurou que as relaes entre os países no século XXI so baseadas em "alianas e no em vassalagem" e reiterou a defesa da Espanha em relao Ucrnia diante do "neo-imperialismo" de Putin, acusado de querer anexar unilateralmente territórios na Europa Oriental e do Leste.
"A era em que as relaes internacionais tinham países soberanos e países submissos acabou. Hoje defendemos uma ordem internacional de países livres, iguais e soberanos. É por isso que defendemos a Ucrnia contra a ameaa neoimperialista de Putin. No se trata de ter cartas boas ou ruins, aqui a carta que vale a pena jogar é a carta das Naes Unidas", afirmou Sánchez no domingo, aludindo s palavras ditas por Donald Trump em sua reunio com Volodímir Zelenski na última sexta-feira na Casa Branca, e antes de viajar para Londres para participar de uma cúpula dos líderes dos principais países europeus.
O presidente, que encerrou o 17 Congresso Regional do PSRM-PSOE em Múrcia no domingo, elogiou a Carta das Naes Unidas porque ela "consagra o respeito integridade territorial, soberania nacional e ao direito dos povos existncia". "Assim como a Ucrnia tem defendido nos últimos trs anos", enfatizou.
Sánchez pediu uma paz "justa e duradoura" na Ucrnia, mas "no ao custo de recompensar o agressor de Putin", e insistiu na importncia de estar ao lado da Ucrnia. "Temos que estar do lado do povo atacado, que é a Ucrnia, e contra o agressor, que é Putin, para garantir uma ordem internacional baseada em regras. E a principal regra é o respeito s fronteiras, integridade territorial e no lei do mais forte", disse ele.
Nesse sentido, ele destacou que a Espanha no defende "a lei do faroeste" e que pronunciar a frase 'Mais Europa' "no é um slogan, mas uma apólice de seguro de vida". "Hoje, mais do que nunca, nestes tempos difíceis que tivemos que viver nos últimos sete anos, com pandemias, guerras, crises inflacionárias ou energéticas, devemos dizer 'Mais Europa'. Graas a Deus, nós, socialistas, estamos aqui, voc consegue imaginar isso nas mos de Rajoy, Feijóo e Abascal", disse ele.
Por fim, ele pediu ao PP que olhasse para a Alemanha porque "vocs no podem concordar com aqueles que querem acabar com a Europa" e advertiu que há pessoas que querem "dividir, desunir e enfraquecer" o bloco. "Alguns esto lá fora com suas redes sociais. Essa tecnocast, essa tecnoligarquia que só quer buscar negócios no mercado comum europeu, mas também tem suas ramificaes internas, e algumas delas nós conhecemos", acrescentou, antes de concluir que a direita e a extrema direita "no disseram um pio sobre as tarifas".
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