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Lavrov descarta até mesmo a possibilidade de levantar questões territoriais em possíveis negociações com a Ucrânia
MADRID, 17 fev. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, assegurou que não há lugar para a União Europeia nas conversações sobre a Ucrânia agendadas para terça-feira na Arábia Saudita entre Washington e Moscou.
"Eu não sei o que eles fariam na mesa de negociações. Se eles vão se sentar com o objetivo de continuar a guerra, por que convidá-los?", perguntou Lavrov em uma coletiva de imprensa em Moscou, na véspera de sua partida para Riad, a capital saudita, para se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Lavrov lembrou que, durante esses três anos de conflito, a Europa participou de outras reuniões sem contribuir para uma solução. A Rússia culpou a França e a Alemanha por terem incentivado o rearmamento da Ucrânia com os acordos de Minsk em 2015, que ratificaram um cessar-fogo em Donbas.
Ela também descartou que, em qualquer conversa de paz com a Ucrânia, a Rússia concordará em discutir questões territoriais, pois já tomou cerca de 18% do território ucraniano desde 2014, começando com a anexação da península da Crimeia.
Olhe para as atrocidades que estão sendo cometidas e você quer que haja algum reflexo nas negociações sobre um acordo em que alguns territórios possam ser cedidos", disse ele, de acordo com agências de notícias russas.
Lavrov questionou como e sob quais condições "ceder" os territórios que a Ucrânia deseja. "Com russos, sem russos, sem pessoas, ou apenas com 'terras raras'?", questionou ele, referindo-se às áreas ricas em certos minerais que os Estados Unidos já estão de olho como pagamento por toda a ajuda fornecida nos últimos três anos.
Por outro lado, ele também quis minimizar as ilusões de que os Estados Unidos podem ajudar a resolver o conflito, já que "eles desempenharam o papel principal na crise ucraniana desde o início".
O chefe da diplomacia russa, que será secundado pelo conselheiro presidencial para política externa, Yuri Ushakov, explicou que a reunião em Riad também tratará de outras questões, como a crise no Oriente Médio ou os preparativos para uma futura reunião entre Trump e Putin.
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