Publicado 19/02/2025 06:31

Rússia diz que a cúpula de Riad é "um passo muito importante", mas ainda há "muito" a ser feito para restaurar os laços

Archivo - O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.
-/Kremlin Press Office/dpa - Arquivo

O Kremlin não descarta a possibilidade de uma reunião entre Putin e Trump em fevereiro: "Talvez sim, talvez não".

MADRID, 19 fev. (EUROPA PRESS) -

O Kremlin declarou que "ainda há um longo caminho a percorrer" antes que as relações normais com os Estados Unidos sejam restauradas, embora tenha reconhecido que a cúpula realizada na terça-feira na Arábia Saudita entre delegações de ambos os países é "um passo muito importante" para melhorar os laços bilaterais.

"Neste momento, a principal tarefa, que foi discutida ontem (na cúpula em Riad), é a questão de iniciar a ressuscitação e a subsequente restauração das relações bilaterais, que foram deliberadamente prejudicadas pela administração anterior dos EUA", explicou o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov.

Ele disse que a reunião na Arábia Saudita foi "um passo muito importante nessa direção", embora tenha acrescentado que "ainda há um longo caminho pela frente", já que "é impossível consertar tudo em um dia ou uma semana", conforme relatado pela agência de notícias russa Interfax. "As relações estão agora em um estado deplorável", lamentou.

"O caminho a ser percorrido é longo, mas o de ontem é um primeiro e muito importante passo", reiterou, enquanto afirmava que os diplomatas começarão a trabalhar "com base no acordo alcançado" entre o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Nesse sentido, ele defendeu que não se tirem conclusões precipitadas da cúpula, já que "há muito trabalho pela frente". "É muito cedo para tirar conclusões. O momento é bom, o contexto é de negócios e de continuar trabalhando. Vamos esperar por resultados tangíveis", disse ele.

Por outro lado, Peskov não descartou a possibilidade de uma reunião entre os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos, Vladimir Putin e Donald Trump, respectivamente, em fevereiro, embora não tenha confirmado. "Talvez sim, talvez não", disse ele em resposta a perguntas da imprensa sobre a possibilidade de um encontro cara a cara entre os dois líderes.

Os governos da Rússia e dos Estados Unidos concordaram na terça-feira, na Arábia Saudita, em nomear equipes para relançar o diálogo e "acabar com o conflito na Ucrânia", de modo que uma paz "duradoura, sustentável e aceitável para todas as partes" possa ser acordada, embora Kiev tenha rejeitado as conclusões por não ter participado da reunião.

Em um nível estritamente bilateral, a cúpula em Riad foi concluída com um compromisso mútuo de estabelecer um mecanismo de consultas com o qual Moscou e Washington possam resolver as diferenças e até mesmo "normalizar" a atividade de suas respectivas missões diplomáticas após anos de expulsões cruzadas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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