MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS) -
Rose Girone, a sobrevivente mais antiga do Holocausto, morreu aos 113 anos de idade em uma casa de repouso em Bellmore, Nova York, de acordo com sua família.
A filha de Girone, Reha Bennicasa, confirmou sua morte, que ocorreu na segunda-feira, de acordo com a rede de televisão norte-americana CNN.
Girone, cujo nome de nascimento era Rosa Raugvogel, nasceu em 1912 em uma família judia no sudeste da Polinia, na época parte da União Soviética, mas se mudou para a cidade alemã de Hamburgo ainda criança.
Em 1937, ela se casou com um judeu alemão, Julius Mannheim, que foi deportado para Buchenwald, um campo de concentração no centro da Alemanha, quando ela estava grávida de nove meses. Em 1938, nasceu sua filha Reha.
Enquanto seu marido estava em Buchenwald, ela obteve vistos para fugir para a cidade chinesa de Xangai, um dos únicos portos que aceitava refugiados judeus. Com esse documento, ela conseguiu garantir a libertação de Mannheim.
Apesar da fuga do nazismo, a família sofreu com a ocupação do Japão, um aliado do Eixo da Alemanha nazista. A maioria dos refugiados teve que se mudar para guetos, dos quais não podiam sair sem a permissão de um oficial japonês.
Após a guerra, Girone e sua família se mudaram para os Estados Unidos e moraram em vários lugares de Nova York. Seu primeiro casamento terminou em divórcio, e mais tarde ela se casou com Jack Girone.
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