Marta Fernández - Europa Press
MADRID 21 fev. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Defesa, Margarita Robles, acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de "querer reescrever a história" da invasão russa na Ucrânia, e garantiu que os aliados da União Europeia (UE) e da OTAN se manterão unidos contra a administração dos EUA e Moscou.
Trump concordou com o presidente russo Vladimir Putin em iniciar conversações para resolver a guerra na Ucrânia sem Kiev. Em seguida, ele sugeriu que a Ucrânia iniciou a guerra e atacou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, chamando-o de "comediante de sucesso modesto", "ditador" e acusando-o de se aproveitar dos EUA.
Em uma entrevista à RNE, obtida pela Europa Press, Robles lamentou que as palavras de Trump sejam "um ataque muito forte" ao presidente ucraniano e ao país, bem como aos valores que caracterizam as sociedades democráticas e livres que acreditam na paz.
Ela ainda se declarou "abalada" pelo discurso do presidente norte-americano, que "em um contorcionismo delirante quis reescrever uma história que não pode ser reescrita". Trump "sabe perfeitamente o que aconteceu e que Putin é o único responsável, e ele conhece a crueldade dessa guerra, é incompreensível", explicou.
No entanto, ele garantiu que a UE e a OTAN permaneceriam unidas, apesar da abordagem atual do governo dos EUA e da Rússia. "A Europa e a OTAN como um todo, com exceção da Hungria, têm estado unidas na defesa e no apoio à Ucrânia, e essa unidade persistirá", disse Robles, que reiterou o compromisso "firme e determinado" dos aliados com a paz.
ATAQUES AO PP E AO VOX
O Ministro da Defesa aproveitou a oportunidade para atacar o PP e o Vox por suas atitudes em relação ao conflito ucraniano. Com relação ao comparecimento do Presidente, Pedro Sánchez, ao Congresso a pedido dos 'populares', Robles recomendou que o PP, "que se define como um partido de Estado", apoiasse Kiev "com força e sem fissuras" e não "tentasse buscar o debate e criticar" as decisões do Governo. "Isso é muito baixo", acrescentou.
Mas o ministro da defesa descartou a possibilidade de um debate parlamentar para esclarecer ao público a posição dos grupos sobre a invasão, dizendo que os cidadãos "já conhecem a situação". "É surpreendente que eles queiram fazer política contra o governo, que vale tudo", disse ela.
Quanto ao Vox, a ministra se limitou a lembrar que os partidários de Santiago Abascal "jogaram na cara dele" no Parlamento que o governo "não deu apoio suficiente à Ucrânia" e que agora o líder do partido "se rendeu total e completamente" ao presidente dos EUA. "Acho muito bom que as pessoas na Espanha tomem nota do que a Vox e Abascal representam no momento", concluiu.
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