BRUXELAS 13, (EUROPA PRESS)
A ministra da Defesa, Margarita Robles, abriu nesta quinta-feira a possibilidade de a Espanha participar de uma eventual missão de paz na Ucrânia, se a União Europeia ou a OTAN decidirem dar esse passo para controlar um cessar-fogo no terreno.
Ela defendeu o fato de que a Espanha é um país "firmemente comprometido" com a paz e que "não hesita em fazer qualquer tipo de esforço" no âmbito das missões da União Europeia e da OTAN.
"Se a UE ou a Aliança Atlântica finalmente decidirem que há uma missão de paz, a Espanha estudaria essa questão, porque o importante é nosso compromisso com a paz", argumentou em declarações à imprensa em Bruxelas, à margem da reunião dos ministros da defesa aliados.
Essa é a primeira vez que a Espanha é tão explícita sobre a possibilidade de participar de um esforço militar na Ucrânia, depois que o primeiro-ministro Pedro Sánchez descartou em dezembro o envio de tropas espanholas para controlar um hipotético cessar-fogo. "Não vemos o envio de tropas espanholas para o solo ucraniano. Não vemos isso", disse ele em uma coletiva de imprensa no final da reunião dos chefes de Estado e de governo da UE em Bruxelas.
Em todo caso, Robles defendeu que se ouça a posição da Ucrânia em relação às suas necessidades no terreno. Essas palavras vêm depois que ela defendeu uma "paz justa e duradoura" na Ucrânia que leve em conta Kiev, a União Europeia e a OTAN, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, iniciou contratos para negociações de paz com a Rússia.
"Queremos que um acordo de paz seja alcançado o mais rápido possível, uma paz justa, e os termos dessa paz justa devem ser decididos pela Ucrânia", enfatizou. De qualquer forma, ele evitou especificar a posição dos aliados sobre as concessões feitas pelos Estados Unidos antes de qualquer negociação, ressaltando que Kiev não pode aspirar a recuperar o território perdido em 2014 e fechar a porta para a OTAN.
Fontes aliadas indicam que a reunião discutiu a necessidade de iniciar as negociações, mas não entrou em detalhes, mesmo depois de o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, ter se esquivado da questão da adesão de Kiev à Euro-Atlântica.
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