Publicado 24/02/2025 18:26

Putin apóia a proposta dos EUA de corte de 50% nos gastos militares

Vladimir Putin
PRESIDENCIA RUSA

Rússia oferece a Trump as terras raras dos territórios ucranianos que controla

MADRID, 24 fev. (EUROPA PRESS) -

O presidente russo, Vladimir Putin, descreveu como uma "boa ideia" a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reduzir em 50% os gastos militares das duas potências.

O líder russo acredita que esses fundos poderiam ser gastos em algo "mais produtivo", de acordo com uma entrevista ao canal de televisão russo VGTRK TV.

A proposta inicial de Trump era de um possível acordo de redução de armas nucleares que reduziria pela metade os gastos militares dos Estados Unidos, da Rússia e também da China. No entanto, Putin afirmou que os gastos militares da China são "uma coisa própria".

"Mas poderíamos chegar a um acordo com os Estados Unidos. Não somos contra isso. Acho que a ideia é boa. Os EUA cortariam 50% e nós cortaríamos 50%. E a República Popular da China poderia se juntar a nós, se quisesse. Acho que a proposta é boa e estamos prontos para discuti-la", explicou ele.

Em dezembro, o próprio Putin revelou que os gastos militares já atingiram 6,3% do PIB. "Também não podemos aumentar esses gastos até o infinito", e esses fundos seriam usados para desenvolver a economia, a ciência, a educação e a saúde, argumentou ele.

De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), os Estados Unidos gastarão 916 bilhões de dólares (euros) em defesa em 2022, 3,4% de seu PIB, enquanto a Rússia investiu 109 bilhões (5,9% do PIB) e a China 296 bilhões no mesmo ano (1,7% do PIB).

MELHORIA DA SITUAÇÃO NA UCRÂNIA

Putin também se referiu à guerra na Ucrânia e indicou que Trump quer melhorar a "situação política", embora tenha ressaltado que essa melhoria beneficia mais a Ucrânia do que a Rússia.

Além disso, ele considera que os líderes europeus "estão com o regime de Kiev" e, portanto, não podem "se afastar" dessa posição sem se envergonharem.

Putin se referiu em particular ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que ele apontou como um obstáculo à paz. A Rússia e os Estados Unidos "querem alcançar a paz na Ucrânia o mais rápido possível e Zelensky está impedindo isso", disse ele. Zelensky "se colocou em um beco sem saída ao se excluir das negociações com a Rússia", alertou.

Com relação a uma solução concreta para o conflito, Putin disse que "a Rússia não tem nada contra o fato de a Ucrânia continuar sendo um Estado, mas a Ucrânia não deve ser usada como um banco dos réus hostil". O objetivo final é que "a Ucrânia se torne um Estado vizinho amigável".

Além disso, Putin expressou sua disposição de abrir a exploração de terras raras nos territórios ucranianos que ele agora controla para países estrangeiros, não apenas para os EUA, em aparente resposta às negociações entre Washington e Kiev sobre a exploração desses minerais.

"Estamos prontos para atrair parceiros estrangeiros para os chamados novos territórios, para nossos territórios históricos, que retornaram à Federação Russa. Existem reservas. Estamos prontos para cooperar com nossos parceiros, incluindo os americanos", explicou.

De fato, Putin alertou que as reservas de terras raras da Ucrânia "ainda precisam ser confirmadas". "Por exemplo, na região de Krasnoyarsk, nos tempos soviéticos, havia planos para construir fábricas de alumínio", disse ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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