NASA/JPL-CALTECH/KEVIN M. GILL
MADRID, 19 fev. (EUROPA PRESS) -
Uma análise detalhada dos dados da missão Galileo da NASA na década de 1990 sugere muito mais fortemente que Calisto, a lua mais externa de Júpiter, abriga um oceano subterrâneo.
Diferentemente de estudos anteriores, essa equipe incorporou todas as medições magnéticas disponíveis dos oito sobrevoos próximos de Calisto pela Galileo. O artigo foi publicado na revista AGU Advances.
A sonda espacial Galileo capturou medições magnéticas próximas a Calisto que sugeriram que sua superfície de gelo (muito semelhante à de Europa, outra lua de Júpiter) pode conter um oceano de sal e água líquida.
Mas a evidência de que Calisto tem um oceano subterrâneo não foi conclusiva, pois a lua tem uma ionosfera intensa. Os cientistas pensaram que essa parte superior da atmosfera da lua, eletricamente condutora, poderia imitar a marca magnética de um oceano salgado e condutor.
Além de reanalisar os dados do sobrevoo com técnicas estatísticas avançadas, a nova pesquisa usou modelos computacionais da ionosfera e das propriedades geofísicas de Calisto para examinar se um oceano subterrâneo é compatível com todas as informações disponíveis.
Eles descobriram que a ionosfera de Calisto sozinha não pode explicar todas as observações existentes, mas que um oceano subsuperficial em combinação com a ionosfera pode. Explorando ainda mais os cenários que melhor se ajustam aos dados, os pesquisadores previram que o oceano provavelmente tem pelo menos dezenas de quilômetros de espessura, medidos do topo do oceano líquido até o fundo do mar, e está envolto em uma camada de gelo sólido que pode ter de dezenas a centenas de quilômetros de espessura. Abaixo do provável oceano há um interior rochoso.
Essas descobertas preparam o terreno para as medições da espaçonave a serem capturadas em um futuro próximo e devem confirmar, de uma vez por todas, se Calisto é um mundo oceânico. Medições de perto estão programadas para as missões Europa Clipper da NASA e JUICE (Jupiter Icy Moons Explorer) da Agência Espacial Europeia, ambas já lançadas. A missão Tianwen-4 planejada pela China também poderia observar Calisto, informa a Eos.
A confirmação do status de Calisto como um mundo oceânico provavelmente estimularia mais pesquisas sobre seu potencial para suportar a vida, assim como a confirmação inspirou a pesquisa em Europa, de acordo com os autores, liderados por Corey Cochrane, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA.
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