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O presidente panamenho garante que a saída do Panamá da Rota da Seda não é um passo "de má fé".
MADRID, 13 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Panamá, José Raul Mulino, informou que o primeiro avião militar com 119 pessoas a bordo deportadas dos Estados Unidos aterrissou no país centro-americano, que serve de ponte para a expulsão de migrantes irregulares.
"Ontem, um voo da Força Aérea dos EUA chegou ao aeroporto de Howard com 119 pessoas das mais diversas nacionalidades", explicou Mulino em uma coletiva de imprensa na quinta-feira, acrescentando que isso se deve a um "programa de cooperação" com o governo dos EUA.
Mulino explicou que a operação foi organizada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM). "Eles estão temporariamente alojados em um hotel e, de lá, são transferidos para um tipo de abrigo que temos em San Vicente, em Darién", acrescentou.
Especificamente, os migrantes vêm de países asiáticos, como China, Uzbequistão, Paquistão e Afeganistão. "O primeiro voo tem 119. Espera-se que, após mais dois voos, cheguemos a um número de cerca de 360 pessoas", disse ele, sem especificar um cronograma para o restante das operações aéreas.
Perguntado se ele havia mantido conversas diretas com o presidente Donald Trump depois que seu telefonema foi adiado na última sexta-feira, Mulino disse que contatos indiretos foram feitos através do Ministério das Relações Exteriores.
Por outro lado, o presidente panamenho enfatizou que a fronteira com a região de Darien "está muito calma". "Em janeiro, tivemos 2.229 migrantes, e até agora, em fevereiro, temos 233", disse ele em declarações à imprensa.
ESTRADA DE SEDA
Mulino também assegurou que, na retirada do Panamá da iniciativa chinesa Belt and Road - popularmente conhecida como Nova Rota da Seda - "não há nenhum aspecto de má fé ou algo do gênero". "A avaliação foi feita em termos de benefícios", acrescentou.
"Temos um relacionamento tradicional com os Estados Unidos. Isso não significa que não teremos um relacionamento com o resto do mundo, mas no momento ele é nosso principal parceiro comercial, nosso principal usuário do canal", explicou.
Nesse sentido, ele afirmou que o relacionamento com Pequim "está mantido". "Sinceramente, não acredito que a questão da Rota da Seda vá afetá-la", disse ele, acrescentando que os laços diplomáticos não sofreram "alterações".
"Nosso embaixador na China, um grande diplomata de carreira, Miguel Lecaro, foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores em Pequim. A posição do governo chinês foi explicada a eles e transmitida ao Panamá. É claro que não é do agrado deles, tenho certeza disso, mas nem tudo que se faz na vida recebe a aprovação de todos", disse ele.
Mulino informou no início de fevereiro que o Panamá não renovaria o memorando de entendimento assinado com a China em novembro de 2017 devido à pressão de Washington, uma decisão que Pequim já "lamentou profundamente".
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