MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) -
O diretor geral de Benefícios e Farmácia do Ministério Regional de Saúde e Políticas Sociais do Governo de La Rioja, Gonzalo Aparicio, destaca que é essencial estabelecer protocolos padronizados para pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA) para garantir um atendimento homogêneo e de qualidade em todo o país.
Gonzalo Aparicio é um dos membros do Comitê Consultivo do Projeto HULMA, uma iniciativa promovida pela Astellas com o apoio da Associação de Pacientes com Linfoma, Mieloma, Leucemia e Síndromes Mieloproliferativas (AEAL) que busca melhorar o atendimento aos pacientes com LMA.
Esse projeto propõe medidas para otimizar a coordenação entre os níveis de atendimento, facilitar o acesso a tratamentos inovadores e promover uma abordagem mais humanizada do atendimento. Ele também consiste em um documento de consenso elaborado por um painel de especialistas que identificam deficiências significativas em sua abordagem de atendimento e na humanização do tratamento.
Um dos principais problemas detectados na abordagem dessa patologia é a ausência de protocolos específicos, multidisciplinares e integrados para o diagnóstico, encaminhamento e tratamento da LMA.
Além disso, de acordo com o especialista em hematologia do Hospital Universitário Puerta del Mar e um dos membros do Comitê Consultivo do HULMA, Dr. José Ángel Raposo, essa patologia se manifesta de forma muito variada e com sintomas inespecíficos que podem ser atribuídos a outras doenças, razão pela qual são tratados de forma inadequada. "O treinamento dos profissionais de saúde e a educação da população em geral são essenciais para melhorar a detecção precoce", diz ele.
SOBRE O DOCUMENTO DO PROJETO HULMA
O documento destaca a importância da humanização no tratamento da LMA. A falta de espaço adequado, a internação prolongada em quartos compartilhados sem acesso a áreas de lazer e a incerteza sobre a logística necessária para alguns tratamentos, como o transplante de medula óssea, afetam negativamente o bem-estar dos pacientes e de suas famílias.
"O sistema de saúde está preparado para a LMA, mas apenas parcialmente, pois se concentra no tratamento medicamentoso e negligencia outros aspectos, como a garantia da privacidade dos pacientes e familiares nas instalações, tornando os longos períodos de hospitalização mais suportáveis, ou a necessidade de aconselhamento jurídico, trabalhista e financeiro", diz o Dr. Raposo.
Da mesma forma, foi detectada uma certa falta de treinamento em habilidades de comunicação e empatia entre os profissionais de saúde, o que afeta a maneira como os pacientes recebem informações sobre sua doença e opções terapêuticas.
A colaboração com associações de pacientes, que podem oferecer aconselhamento e apoio emocional, continua sendo um recurso subutilizado. De acordo com o Dr. Raposo, "as associações estão, em parte, preenchendo as lacunas não apenas no sistema de saúde, mas também nos aspectos sociais".
Nesse contexto, o relatório destaca 27 ações prioritárias para melhorar os cuidados com a LMA na Espanha. Entre elas, destaca-se a necessidade de estabelecer protocolos específicos para a detecção precoce e o rápido encaminhamento ao serviço de hematologia.
Além disso, afirma-se que é essencial implementar um modelo de atendimento multidisciplinar que favoreça a coordenação entre hematologia, farmácia hospitalar e enfermagem, otimizando assim o gerenciamento do paciente.
Eles também enfatizam a importância de melhorar o treinamento dos profissionais de saúde em habilidades de comunicação e humanização, o que garantiria uma melhor interação com os pacientes. Ao mesmo tempo, defende-se a igualdade de acesso a testes diagnósticos avançados e tratamentos inovadores em todos os hospitais, evitando desigualdades no atendimento.
Outra medida fundamental, destacada no relatório, é fornecer informações claras e acessíveis aos pacientes sobre sua doença e os recursos de apoio disponíveis, garantindo que eles tenham ferramentas suficientes para entender e participar de seu tratamento.
"Estamos na vanguarda da pesquisa e da liderança europeia e global, mas precisamos de infraestruturas e profissionais com pessoal adequado e proporcional. Para isso, precisamos do apoio real e forte da sociedade e das autoridades para nos aproximarmos cada vez mais do marco de uma cura completa para a LMA", conclui o especialista.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático