Europa Press/Contacto/Claudio Furlan
MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -
As forças de segurança italianas prenderam 183 pessoas na cidade de Palermo na terça-feira, supostamente ligadas à máfia siciliana Cosa Nostra, cujo objetivo, de acordo com as investigações, era restaurar sua liderança e manter seu controle na área.
A grande operação realizada pelos Carabinieri na capital siciliana foi um duro golpe para a máfia italiana, de acordo com informações do canal de televisão italiano RAI.
Entre os presos estão vários chefes da máfia, incluindo o chefe da Porta Nuova, Tommaso lo Presti, que voltará para a prisão depois de ter sido libertado após cumprir uma sentença anterior imposta pelos tribunais.
A operação, que foi coordenada pela Diretoria Antimáfia, foi aplaudida pela primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, que elogiou a ação policial e o "golpe extremamente duro desferido contra a Cosa Nostra". "Um resultado que confirma o compromisso constante do Estado na luta contra o crime organizado", disse ela em uma declaração nas mídias sociais.
"Este é um sinal claro: o crime organizado está em apuros, a luta contra a máfia não parou e não vai parar. Graças aos Carabinieri da Unidade de Investigação e a todas as Forças e Órgãos de Segurança que todos os dias defendem a legalidade e a segurança dos cidadãos. A máfia deve ser derrotada de forma decisiva e sem concessões", destacou Meloni, assegurando que "o Estado está presente e não recuará".
A Cosa Nostra, na Sicília, juntamente com a 'Ndrangheta, na Calábria, e a Camorra, em Nápoles, estão entre os grupos criminosos mais poderosos da Itália há décadas.
Todas as três organizações estão ativas há muito tempo e suas operações abrangem uma grande parte do país e até mesmo o exterior. Somente a 'Ndrangheta ganha cerca de 50 bilhões de euros por ano com suas atividades, principalmente com o tráfico de drogas.
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